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Prefeitura de Goiânia analisa contestação de lei do Programa Escudo Feminino
Brasil

Prefeitura de Goiânia analisa contestação de lei do Programa Escudo Feminino

MPGO aponta possíveis inconstitucionalidades em medidas sobre armas e recomenda avaliar uma ação no Tribunal de Justiça de Goiás.

A Prefeitura de Goiânia avalia ajuizar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra pontos da lei que criou o Programa Escudo Feminino. A recomendação foi feita pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), que aponta possíveis inconstitucionalidades, dúvidas sobre a eficácia da iniciativa e problemas orçamentários.

A Procuradoria-Geral do Município informou que examina a possibilidade de levar o caso ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). A procuradora-geral Isadora de Souza Santos disse que a análise envolve alguns dispositivos da legislação e também considera a Lei Federal nº 15.474/2026, que regulamentou a posse de sprays não letais para mulheres. O recurso está incluído no programa municipal.

Pontos questionados

Para o MPGO, os trechos relacionados a armas de fogo invadem a competência privativa da União para legislar sobre armamento. O órgão também cita possíveis violações ao devido processo legislativo e ao princípio da proporcionalidade.

Outro ponto levantado é a criação de despesas permanentes sem uma estimativa de impacto financeiro. A lei prevê o reembolso de até R$ 5 mil para a compra de arma de fogo, como medida subsidiária do Escudo Feminino.

O Ministério Público também questiona o uso de armas como estratégia de proteção para mulheres vítimas de violência. O documento menciona estudos que relacionam a presença de armas de fogo em ambientes de violência doméstica ao aumento do risco de morte. Como alternativa, defende o fortalecimento da rede de proteção, incluindo assistência social, psicológica e jurídica, além do monitoramento de medidas protetivas.

Autor da lei responde

O vereador Major Vitor Hugo (PL), autor do programa, afirmou discordar da avaliação do Ministério Público. Para ele, a proposta trata do financiamento de uma política pública de combate à violência contra a mulher e não de tema reservado à União.

A Lei Municipal nº 11.595/2026 foi promulgada depois que a Câmara de Goiânia derrubou, em agosto, o veto parcial do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) ao projeto. A recomendação do MPGO foi assinada por promotores de Justiça e pela procuradora de Justiça Ivana Farina Navarrete Pena.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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