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Júri condena ex-companheiro por feminicídio cometido no Bosque dos Buritis
Brasil

Júri condena ex-companheiro por feminicídio cometido no Bosque dos Buritis

Johnatan Rodrigues Barbosa recebeu pena em regime fechado após jurados rejeitarem a tentativa de transformar o caso em homicídio simples.

O Tribunal do Júri de Goiânia condenou Johnatan Rodrigues Barbosa a 38 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, pelo feminicídio de Cleidslane Henrique de Oliveira. Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime e rejeitaram o pedido da defesa para que a acusação fosse classificada como homicídio simples.

A sentença foi proferida na última quarta-feira, 2, sob condução do juiz Lourival Machado da Costa. Na decisão, a pena-base foi fixada em 23 anos de reclusão. A confissão do réu foi considerada como atenuante, enquanto o motivo torpe e a impossibilidade de defesa da vítima acrescentaram 15 anos à pena.

O crime ocorreu em 18 de novembro de 2025, no Bosque dos Buritis, no Setor Oeste, em Goiânia. Cleidslane trabalhava em frente ao Centro Livre de Artes quando foi atingida por uma facada no tórax.

Ataque no local de trabalho

De acordo com as apurações da Polícia Civil, Johnatan não aceitou o fim do relacionamento, que durou oito meses, e agiu movido por sentimento de posse. Cerca de dois meses antes do feminicídio, Cleidslane havia encerrado a união e cobrava do ex-companheiro valores pendentes de despesas domésticas. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), ele não contribuía com as contas da residência, situação que levou ao corte dos serviços de água e luz.

O réu já usava tornozeleira eletrônica quando foi ao local de trabalho da ex-companheira. Conforme a acusação, permaneceu nas proximidades observando os movimentos dela, passou por Cleidslane enquanto cumprimentava um colega e depois voltou para atacá-la com uma faca. O MPGO sustentou que o crime foi premeditado e ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar, com recurso que impediu a reação da vítima.

Na sentença, o juiz afirmou que o acusado se dirigiu ao trabalho da vítima e a golpeou de forma dissimulada. O magistrado também considerou a elevada culpabilidade, o fato de o ataque ter ocorrido em plena luz do dia e as consequências da morte para o filho de Cleidslane, de 15 anos, que dependia dela para o sustento.

Johnatan foi preso em flagrante após ser abordado por policiais com manchas de sangue no corpo e na roupa. Na ocasião, confessou o assassinato e disse que matou a ex-companheira por causa do fim do relacionamento. A delegada Gabriela Adas, responsável pela investigação, relatou que ele apresentava comportamento possessivo e controlador, inclusive com restrições às roupas usadas por Cleidslane.

O condenado estava preso preventivamente desde a fase pré-processual e deverá começar o cumprimento da pena em regime fechado.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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