Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Lula admite reciprocidade contra os EUA, mas defende diálogo comercial
Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
Brasil

Lula admite reciprocidade contra os EUA, mas defende diálogo comercial

Em Nova York, o presidente disse que pode retaliar medidas americanas, mas afirmou preferir negociar a iniciar uma guerra comercial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que o Brasil pode aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, mas disse que prefere negociar a entrar em uma guerra comercial. A declaração foi dada à CNN Internacional, durante sua passagem pelo país para discursar na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na terça-feira.

Lula voltou a dizer que a sobretaxação imposta pelos Estados Unidos foi baseada em mentiras. Ao comentar a possibilidade de retaliação, afirmou que pretende agir com cautela e que ainda seria necessário definir quais produtos e itens poderiam ser atingidos.

“Eu não quero entrar em guerra [comercial], eu prefiro o diálogo”, disse o presidente. Ele acrescentou que, caso não seja possível negociar, o governo brasileiro poderá tomar outras medidas.

Críticas a Trump

Na entrevista, Lula criticou a forma de governar do presidente americano, Donald Trump. “Ele age como um imperador, ele tem um jeito de governar que eu não concordo”, afirmou.

O presidente brasileiro também declarou que a eventual reciprocidade não representaria um desafio aos Estados Unidos. Para Lula, Trump foi eleito pelos americanos e tem o direito de governar o país, mas não de interferir em outras nações.

Não há previsão de encontro entre Lula e Trump nos Estados Unidos. Tradicionalmente, o presidente brasileiro faz o discurso antes do americano na Assembleia-Geral. No ano passado, os dois conversaram na antessala entre as falas.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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