Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
A próxima viagem começa aqui
Mercado de trabalho reúne menos pessoas com deficiência, mostra pesquisa do IBGE
Brasil

Mercado de trabalho reúne menos pessoas com deficiência, mostra pesquisa do IBGE

Estudo aponta diferenças na ocupação, na renda e na contribuição à previdência entre pessoas com e sem deficiência.

A participação no mercado de trabalho varia conforme o tipo de dificuldade enfrentada pelas pessoas com deficiência. O nível de ocupação foi de 12,9% entre aquelas com limitações associadas às funções mentais e chegou a 35,9% entre as que tinham dificuldade de enxergar, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento, baseado em dados de 2022 do Censo Demográfico, identificou que o nível de ocupação geral era de 29% entre as pessoas com deficiência, contra 55,8% entre as demais. O indicador representa a parcela de pessoas ocupadas no total da população em idade de trabalhar e é usado como referência do engajamento no mercado.

Diferenças por idade e contribuição

A distância também aparece nos extremos etários analisados. Entre pessoas de 14 a 29 anos, 36,2% das que tinham deficiência estavam ocupadas, ante 48,6% das demais. No grupo de 60 anos ou mais, os percentuais eram de 11,9% e 25,1%, respectivamente.

Entre os trabalhadores ocupados, 57,9% das pessoas com deficiência contribuíam para a previdência. Entre aquelas sem deficiência, a proporção era de 67,7%.

Rendimento menor em todos os setores

A renda média mensal do trabalho das pessoas com deficiência era de R$ 2.053, equivalente a 71% dos R$ 2.890 recebidos, em média, pelas pessoas sem deficiência. Os valores eram menores nos dez grupos de atividades econômicas acompanhados pelo IBGE.

Também havia maior concentração de trabalhadores com deficiência em áreas com rendimentos médios mais baixos, como serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação. João Hallack, analista do IBGE que participou do estudo, afirmou que a diferença resulta da combinação entre remunerações menores e a concentração nessas atividades.

Para Luanda Coelho, coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, a inserção profissional é marcada por uma sequência de obstáculos. Ela também citou uma dimensão associada à discriminação específica contra pessoas com deficiência, chamada de capacitismo.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5