GOIÁS — A presença de profissionais de apoio para estudantes com deficiência colocou Goiás na segunda posição entre os estados e o Distrito Federal em 2025. Eles estavam em 49,4% das escolas goianas, o equivalente a aproximadamente 2,3 mil dos 4.752 estabelecimentos de ensino do estado.
O percentual ficou atrás apenas do registrado em Mato Grosso, de 51,4%, e quase dobrou a média brasileira, de 26,2%. A distribuição, porém, varia entre as redes: os profissionais estavam em 62,3% das escolas públicas e em 10,2% das particulares.
Mais recursos de acessibilidade nas escolas
A parcela de escolas goianas com pelo menos um recurso de acessibilidade subiu de 79,8%, em 2019, para 93,1%, em 2025. O avanço foi de 13,2 pontos percentuais e deixou o estado acima do indicador nacional, que passou de 56% para 78,5% no mesmo período.
A rede pública avançou de 76,5% para 91,9%, enquanto a particular passou de 89,9% para 96,7%. Entre as estruturas e adaptações consideradas estão equipamentos para circulação, como rampas, elevadores e corrimãos, além de pisos táteis, guarda-corpos, portas mais largas e sinalizações em formatos sonoro, tátil, visual ou luminoso.
As salas de recursos multifuncionais destinadas ao Atendimento Educacional Especializado (AEE) estavam presentes em 33,9% das escolas de Goiás, ou aproximadamente 1,6 mil unidades. O recurso aparecia em 40,9% das escolas públicas e em 12,8% das particulares.
Distância no mercado de trabalho
Os dados fazem parte do estudo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com informações principalmente do Censo Demográfico de 2022 e de bases sobre educação, municípios, participação eleitoral e serviço público.
Em Goiás, o nível de ocupação era de 35% entre as pessoas com deficiência, contra 61,6% entre as pessoas sem deficiência. A diferença chegava a 26,6 pontos percentuais. Mesmo assim, o estado tinha o 6º maior índice de ocupação desse grupo no país, acima da média brasileira, de 29%.
A renda domiciliar per capita média também era menor entre as pessoas com deficiência: R$ 1.432, ante R$ 1.727 entre as pessoas sem deficiência. O primeiro valor equivalia a 83% do segundo e superava a média nacional para pessoas com deficiência, de R$ 1.354 por pessoa.
Perfil da população com deficiência
Goiás tinha 481,3 mil pessoas com deficiência em 2022, correspondente a 7% da população com 2 anos ou mais. O percentual era inferior à média brasileira, de 7,3%, e representava a 9ª menor proporção entre as unidades da Federação.
A participação aumenta com a idade. Entre crianças de 2 a 9 anos, o índice era de 1,7%. Ele chegava a 2,8% entre 10 e 17 anos, 3,6% dos 18 aos 29, 3,7% dos 30 aos 39 e 8,2% dos 40 aos 59 anos. Na população de 60 anos ou mais, alcançava 20,9%, ligeiramente acima dos 20,3% observados no Brasil.
As mulheres eram maioria: 271,1 mil, contra 210,2 mil homens. Na proporção por sexo, 7,7% das mulheres goianas tinham alguma deficiência, ante 6,2% dos homens.
Por cor ou raça, o maior percentual estava entre a população indígena, com 10,9%, seguida por pessoas pretas, com 8,3%; amarelas, com 7,9%; brancas, com 7,3%; e pardas, com 6,5%. Em números absolutos, as pessoas pardas formavam o maior grupo, com 244,8 mil pessoas com deficiência. Havia ainda 180,5 mil pessoas brancas e 53,5 mil pretas.
O levantamento reúne informações sobre condições de vida, educação, trabalho, mobilidade, participação social e acesso a direitos. Os dados também servem para dimensionar as desigualdades enfrentadas por essa população e apoiar o planejamento e a avaliação de políticas públicas de inclusão.







