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Escolas ainda carecem de recursos básicos para inclusão de alunos com deficiência
Brasil

Escolas ainda carecem de recursos básicos para inclusão de alunos com deficiência

Levantamento do IBGE mostra diferenças na frequência escolar e no analfabetismo, além de falta de acessibilidade em grande parte das escolas.

Quase oito em cada dez escolas de educação básica não contavam com pelo menos um recurso de acessibilidade analisado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento considerou banheiro acessível, profissional de apoio e sala de recursos multifuncionais, a partir de dados do Censo Escolar e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

No total, 78,5% das escolas não tinham pelo menos algum tipo de acessibilidade. O banheiro acessível estava presente em 57% das unidades. Já a sala de recursos multifuncionais aparecia em 30%, enquanto 26,2% dispunham de profissional de apoio para alunos com deficiência.

Diferenças no acesso à educação

Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa “Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil”, elaborada pelo IBGE com informações do Censo Demográfico 2022. O estudo também identificou diferenças na frequência escolar entre pessoas com e sem deficiência.

Entre 6 e 14 anos, 92,6% das crianças com deficiência frequentavam a escola, contra 98,4% das demais. Quando a análise considera somente pessoas com deficiência profunda, o índice cai para 82,3%.

Na faixa de 15 a 17 anos, a frequência era de 79,5% entre estudantes com deficiência e de 85,4% entre aqueles sem deficiência. Para quem tinha deficiência profunda, o percentual era de 65,6%.

“Esta é uma faixa etária em que o ensino é obrigatório”, afirma Luanda Coelho, coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE. Ela também defende avanços na universalização do ensino entre pessoas com deficiência.

Analfabetismo

Entre pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre aquelas com deficiência, diante de 1% entre as que não tinham deficiência. O índice variava conforme a dificuldade: 3,5% para enxergar; 10% para ouvir; 23,3% para caminhar ou subir degraus; 31,3% para pegar objetos; 40,4% quando associada a funções mentais; e 34% entre pessoas com mais de uma dificuldade.

A pesquisa classifica como severa a dificuldade elevada para realizar atividades e como profunda a impossibilidade de executá-las. A análise inclui limitações para enxergar, ouvir, andar ou subir degraus, pegar objetos, comunicar-se, cuidar de si, trabalhar ou estudar.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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