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Pisa mostra avanço do Brasil em ciências, mas distância da OCDE continua
Foto: Leo Martins/Agência O Globo
Brasil

Pisa mostra avanço do Brasil em ciências, mas distância da OCDE continua

Avaliação aponta estabilidade desde 2015, com desempenho brasileiro abaixo da média internacional nas três áreas analisadas.

A distância entre o desempenho dos estudantes brasileiros e a média dos países da OCDE permanece nas três áreas avaliadas pelo Pisa. Em 2025, o Brasil alcançou 377 pontos em matemática, 408 em leitura e 409 em ciências, enquanto as médias da organização foram de 463, 461 e 482 pontos, respectivamente.

Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A entidade avaliou que o desempenho médio brasileiro ficou estável em relação a 2022. Segundo a organização, esse quadro se repete desde 2015 nas três disciplinas.

Pontuação e posições

Ciências foi a única área com melhora: a média subiu seis pontos em relação à avaliação anterior. Mesmo assim, o resultado ficou 73 pontos abaixo da média da OCDE. Em matemática, houve recuo de dois pontos, com diferença de 86 pontos para a média internacional. Em leitura, a queda também foi de dois pontos, e a distância ficou em 53 pontos.

O Brasil terminou na 71ª posição em matemática, oito posições abaixo de 2022, entre os 18 países com pior desempenho. Em leitura, ficou na 52ª posição, uma abaixo da registrada em 2025. Em ciências, ocupou a 67ª posição, seis posições abaixo da classificação de 2022.

O Pisa avalia estudantes de 15 anos por meio de testes cognitivos sobre conhecimentos, habilidades e atitudes. A prova mede a capacidade de resolver problemas complexos, pensar criticamente e se comunicar de forma eficaz. No ano passado, mais de 30 mil estudantes brasileiros participaram da avaliação.

Proficiência dos estudantes

A escala do Pisa tem sete níveis. O nível 2 é considerado o patamar básico para uma participação significativa na sociedade; os níveis 5 e 6 indicam alto desempenho.

Em matemática, 28% dos estudantes brasileiros chegaram pelo menos ao nível 2, ante 65% na média da OCDE. Quase nenhum atingiu os níveis 5 ou 6, enquanto a média da organização foi de 8%.

Na leitura, 49% alcançaram ao menos o nível 2, contra 69% na OCDE. Apenas 1% chegou ao nível 5 ou superior, ante 6% na média internacional.

Em ciências, 48% atingiram pelo menos o nível 2, enquanto a média da OCDE foi de 74%. No alto desempenho, 1% dos brasileiros chegou aos níveis 5 ou 6, diante de 7% na média da organização.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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