A meta de 180 mil votos para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados tornou-se o principal desafio do PSDB em Goiás após três desistências na chapa proporcional. Esse foi o quociente eleitoral da federação PSDB/Cidadania no pleito de 2022, quando o eleitorado do estado era menor.
O cálculo define quantos votos uma legenda precisa obter para garantir vagas. Na avaliação apresentada por um tucano, Professor Alcides, Vovô do Jeep e Itamar Leão teriam de alcançar juntos essa marca para que o partido elegesse um parlamentar. Nesse cenário, a vaga poderia ficar com o político de Aparecida de Goiânia.
A composição perdeu Flávia Teles, Henrique Arantes e Jeferson Rodrigues depois do fechamento da ata da convenção partidária, documento que estabeleceu os candidatos nas urnas. Flávia Teles deixou a corrida após receber o diagnóstico de um quadro grave de hipotireoidismo. Viúva de Maguito Vilela, ela ficou sob os cuidados da médica Ludhmila Hajjar.
Henrique Arantes, filho de Jovair Arantes e ex-deputado estadual, justificou a saída por “questões familiares”. Já o pastor Jeferson Rodrigues anunciou, nesta terça-feira, 22, que não tentaria novamente uma vaga de deputado federal.
Disputa dentro do partido
O cenário também é relacionado ao desempenho de Marconi Perillo. O tucano, que até 2018 mantinha um histórico de vitórias eleitorais, passou a acumular derrotas desde então. Atualmente, aparece com quase uma dezena de pontos atrás do primeiro colocado na maioria das pesquisas de intenção de voto; em algumas, figura em terceiro lugar.
A leitura entre integrantes do PSDB é que a perda de força do líder da chapa majoritária se reflete na disputa proporcional. A escassez de verba eleitoral, distribuída de forma desigual, também é apontada como um fator para a saída de nomes do partido. Nos bastidores, há comentários sobre a possibilidade de novas desistências.








