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Psoríase pode mudar hábitos e exigir cuidado com a saúde emocional
Foto: Arquivo Pessoal
Brasil

Psoríase pode mudar hábitos e exigir cuidado com a saúde emocional

Vergonha das lesões pode levar a pessoa a evitar roupas, lugares e eventos; apoio psicológico e familiar ajudam no enfrentamento.

A psoríase pode fazer com que a pessoa deixe de usar determinadas roupas, frequentar lugares ou participar de eventos para esconder as lesões. Para a psicóloga Karina Siqueira, da Hapvida, esse afastamento da convivência social é um dos principais sinais de que a doença também está afetando a saúde emocional.

A condição é crônica, não contagiosa e cíclica, com períodos de melhora e reaparecimento dos sintomas. Em pessoas geneticamente predispostas, fatores ambientais, comportamentais e emocionais podem participar do desencadeamento das crises.

Quando a rotina começa a mudar

Lesões visíveis podem provocar vergonha, medo de julgamentos e dificuldade de aceitar a própria aparência. A estudante de Enfermagem Maria Eduarda Borges, de 21 anos, foi diagnosticada ainda jovem. Depois de um período de controle, voltou a apresentar marcas há cerca de um ano, durante uma fase de ansiedade e instabilidade emocional.

Ela conta que evita roupas que deixem as áreas marcadas à mostra. O acompanhamento psicológico e o apoio familiar, segundo Maria Eduarda, foram importantes para lidar com a doença e com a aceitação do próprio corpo. Hoje, afirma conseguir conviver melhor com as manchas do que anos atrás, embora ainda enfrente dificuldades.

Karina explica que o vínculo entre a psoríase e o estado emocional acontece nos dois sentidos. O estresse pode contribuir para uma crise, enquanto as próprias lesões podem causar sofrimento psicológico. Olhares, comentários e afastamentos de pessoas que acreditam, de forma equivocada, que a doença seja contagiosa também podem levar o paciente a esconder os sinais e evitar situações sociais.

Estresse não explica todas as crises

A psicóloga ressalta que ansiedade e estresse não são as únicas causas possíveis. A psoríase é multifatorial, e diferentes fatores podem atuar como gatilhos. Entre os exemplos citados por Karina estão alimentação e água muito quente.

Atribuir ao paciente a responsabilidade pelo surgimento das lesões pode aumentar a culpa e piorar o sofrimento emocional. O acompanhamento psicológico não substitui o tratamento médico, mas pode integrar o cuidado, ajudando a lidar com a imagem corporal, o preconceito e as consequências emocionais da doença.

Apoio pode reduzir o isolamento

A orientação é buscar ajuda profissional quando a pessoa passa a restringir a própria vida por vergonha das lesões. Manter uma rede de apoio social e conversar com pessoas próximas sobre a psoríase também pode ajudar a reduzir o medo e os julgamentos. Explicar que a doença não é transmissível é uma forma de combater a desinformação.

Para Karina, preservar os vínculos sociais é fundamental. O isolamento, afirma a psicóloga, não é recomendado para quem enfrenta crises e impactos emocionais relacionados à psoríase.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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