A permanência de Professor Alcides na chapa do PSDB para deputado federal em Goiás passou a ser contestada publicamente por um integrante do próprio partido. Felipe Cecílio afirmou que não queria a entrada do colega na legenda e na disputa pela reeleição.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira, 24, Cecílio retomou acusações de abuso sexual de menores contra Alcides. O candidato também disse que, caso o parlamentar seja reeleito, ele continuará impune. Ao se referir ao colega como “abusador”, pediu que os eleitores não votassem nele.
“Estou pedindo para não votarem na pedofilia”, declarou Cecílio. Segundo o candidato, a manifestação não tinha como objetivo apenas obter votos para sua própria candidatura, mas tratar do que classificou como uma questão mais ampla.
Entrada de Alcides teve aval de Marconi
Professor Alcides era filiado ao PL antes de ingressar no PSDB. A filiação e a candidatura à reeleição foram avalizadas por Marconi Perillo, líder da chapa majoritária tucana e candidato ao governo de Goiás. A entrada do parlamentar no partido foi oficializada em março, em um evento com a presença de Marconi.
Mesmo com as acusações que já cercavam Alcides, a candidatura dele era considerada uma das principais apostas do PSDB para conquistar representação na Câmara dos Deputados. A decisão de Marconi de apoiar o nome recebeu críticas de ex-correligionários.
Procurado sobre as acusações, Professor Alcides não respondeu. O espaço permanece aberto para manifestação.
Chapa perdeu nomes competitivos
A composição tucana também sofreu baixas durante a campanha. Deixaram a disputa Flávia Teles, viúva de Maguito Vilela, Henrique Arantes e Pastor Jeferson Rodrigues, nomes considerados competitivos.
Com as saídas, o PSDB passou a correr o risco de não eleger nenhum deputado federal por Goiás. O conflito entre Cecílio e Alcides abriu uma nova frente de tensão dentro da chapa, enquanto circula nos bastidores a informação de que outros candidatos avaliam desistir.








