A sessão que avalia se Moraes será investigado teve um desentendimento entre Flávio Dino e Edson Fachin durante a declaração de impedimento de Dias Toffoli. O ponto de discordância foi o procedimento previsto no regimento interno da corte.
Depois de ser citado, Dino começou a falar, mas Fachin interrompeu o início do pronunciamento para definir que os pedidos de palavra deveriam ser direcionados à presidência. “Ministro Flávio, eu gostaria de combinar que nessa sessão, a palavra sempre será solictiada à presidência”, afirmou Fachin.
Dino respondeu que seguiria o regimento interno e que se dirigiria ao relator. Fachin repetiu a orientação, enquanto Dino manteve a posição de que obedeceria ao regimento. Em seguida, Fachin disse: “Terá a palavra porque estou lhe concedendo.”
Após o impasse, Dino fez saudações e comentou a decisão de Kassio Nunnes Marques de se declarar impedido. Os dois ainda voltaram a trocar críticas quando Dino defendeu a necessidade de temperança, inclusive por parte de Fachin na presidência. O ministro respondeu que a temperança também deveria ser aplicada para seguir o regimento interno.








