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Violência contra defensores ambientais cresce no Brasil e país fica em 2º no ranking
Brasil

Violência contra defensores ambientais cresce no Brasil e país fica em 2º no ranking

Global Witness documentou 26 homicídios no Brasil em 2025; disputas por terra estiveram entre as principais causas dos casos.

O Brasil registrou 26 homicídios de defensores ambientais em 2025, mais que o dobro dos 12 casos documentados em 2024. Com o resultado, o país ficou em segundo lugar no ranking mundial de mortes de ambientalistas da Global Witness, depois de ocupar a quarta posição.

A lista foi divulgada nesta quarta-feira (16). O Brasil retorna ao posto que havia ocupado em 2023 e 2022. No levantamento, quase todos os assassinatos registrados no país tiveram como principal causa a disputa por terra. Sete casos estavam ligados a territórios indígenas, enquanto 14 envolviam agricultores familiares.

Pressão sobre territórios

Rondônia e Pará concentraram, juntos, metade das mortes brasileiras. O relatório relaciona a violência à pressão sobre comunidades tradicionais provocada pelo avanço das fronteiras agrícola e extrativista.

Para Gabriella Bianchini, chefe de parcerias da Global Witness, a falta de solução para os direitos fundiários deixa indígenas e pequenos agricultores expostos à grilagem de terras, à intimidação e à violência. Ela também afirmou que essas comunidades se organizam, recorrem à Justiça e criam estratégias próprias para defender seus territórios e direitos.

O aumento dos homicídios ocorreu no mesmo ano em que Belém, no Pará, recebeu a COP30, cúpula sobre mudança climática das Nações Unidas. O evento teve participação indígena recorde e incluiu compromissos relacionados aos direitos territoriais.

Cenário internacional

A América Latina continuou como a região mais perigosa para defensores ambientais, com 105 assassinatos em 2025 — quase nove em cada dez mortes registradas no mundo. A Colômbia liderou a relação, com 39 homicídios. Quase metade dos colombianos mortos era indígena, e outros 15 eram agricultores familiares.

O relatório identificou possíveis vínculos com o crime organizado em 17 mortes e associou outras cinco à atuação de pistoleiros contratados. Na Colômbia, o departamento de Cauca aparece no centro da violência. A região, próxima à fronteira com o Equador e a rotas de exportação pelo Pacífico, é apontada como corredor do tráfico de cocaína.

No total mundial, o índice caiu 15% em relação a 2024, quando foram registrados 142 assassinatos, e 37% na comparação com 2023, que teve 196 casos. A Global Witness ressalva que os números podem estar abaixo do total real, devido à subnotificação causada por insegurança, conflitos e repressão à documentação de abusos.

Desde 2012, a entidade documentou 2.375 assassinatos e desaparecimentos de defensores ambientais. O relatório também afirma que 47 indígenas e 44 pequenos agricultores morreram em 2025. Disputas por terra foram associadas a 84 mortes, seguidas por mineração, com 11, extração de madeira, com 8, e agronegócio, com 6.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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