A Aclara Resources assinou um acordo de joint venture com a Organização Japonesa para Metais e Segurança Energética (Jogmec) para pesquisar e desenvolver depósitos de terras raras pesadas em argilas iônicas no Brasil. A parceria será conduzida por uma nova subsidiária da empresa canadense no país.
O projeto Carina, principal ativo da Aclara no Estado de Goiás e com previsão de começar a operar em 2028, não fará parte da sociedade. De acordo com a empresa, o empreendimento continuará sob propriedade integral da companhia.
Como será o investimento
A Jogmec vai financiar sozinha até US$ 3 milhões em despesas de exploração durante um período inicial de três anos. Se determinadas condições forem atendidas, a organização japonesa poderá escolher investir mais US$ 1,5 milhão, ampliando o prazo de aporte por mais um ano.
Ao cumprir todos os compromissos financeiros, a Jogmec também poderá adquirir 30% de um dos projetos de exploração da Aclara no Brasil. Depois da formação da sociedade, as despesas futuras de desenvolvimento do projeto escolhido serão divididas proporcionalmente entre as duas empresas.
A participação dará à organização japonesa o direito de comprar uma quantidade da produção correspondente a 30% de sua fatia, além de uma cota adicional de 10% da produção futura. A compra seguirá condições comerciais normais de mercado e terá como objetivo apoiar o financiamento de longo prazo e o desenvolvimento do empreendimento.
A Jogmec ainda poderá transferir sua participação e os direitos de compra para uma ou mais empresas ou consórcios japoneses, conforme os termos da joint venture.
A organização japonesa é responsável por assegurar recursos naturais estratégicos para o Japão. Em março, assinou um memorando de entendimento com o governo de Goiás para cooperar em pesquisa, tecnologia e exploração de minerais críticos e terras raras. No mesmo mês, o Estado firmou outro acordo com os Estados Unidos, que foi questionado por integrantes do governo federal.
Para Ramón Barúa, presidente da Aclara, o acordo pode abrir caminho para futuros contratos de compra da produção por empresas japonesas, por meio dos direitos de prioridade da Jogmec.







