A Moody’s reafirmou na sexta-feira (4) o rating de crédito “AA+.br” da Movida e de todas as debêntures sem garantia real emitidas pela companhia. A perspectiva das notas permanece estável.
A classificação é a segunda mais alta da escala da agência e indica qualidade de crédito muito elevada em comparação com outras entidades e operações nacionais.
Perfil de negócios e operação
A nota da Movida, controlada pela Simpar, considera a escala da companhia, sua posição competitiva como segunda maior empresa do país nos segmentos de locação de veículos leves e de gestão e terceirização de frotas, além da diversificação dos negócios.
Para a Moody’s, esses fatores fortalecem a capacidade de adaptação do modelo empresarial e ajudam a manter a geração de receitas e a rentabilidade ao longo dos ciclos de mercado. “Esses atributos conferem resiliência e flexibilidade ao modelo de negócios da Companhia”, afirma a agência.
O desempenho operacional também foi apontado como consistente. Entre os fatores destacados estão as tarifas de aluguel mais altas, a ampliação da frota e os níveis elevados de utilização.
Fluxo de caixa e liquidez
A agência pondera que a atividade de locação de veículos exige investimentos recorrentes para renovar e expandir a frota. Esse movimento mantém pressionado o fluxo de caixa livre da empresa. A Moody’s também observa que o cronograma de amortização da Movida está mais concentrado do que os padrões históricos.
Por outro lado, a liquidez do mercado brasileiro de veículos seminovos permite vender a base de ativos da companhia, formada em sua maioria por veículos livres de garantia. Na avaliação da agência, essa possibilidade oferece flexibilidade financeira e uma fonte adicional de liquidez caso seja necessário.
Uma eventual elevação do rating da Movida depende de uma revisão para cima da nota da Simpar. A companhia também precisaria manter uma posição competitiva forte, métricas de crédito adequadas e liquidez suficiente. “A robusta liquidez do mercado de seminovos no Brasil permite a alienação da base de ativos da Movida”, afirma a Moody’s.







