Apenas R$ 3,4 bilhões haviam sido liberados pelo BNDES até 18 de agosto dentro dos R$ 30 bilhões reservados ao Move Brasil Táxi e Aplicativos. O valor corresponde a cerca de 11% do crédito disponível, enquanto 48 mil automóveis já tinham sido financiados para taxistas e motoristas de aplicativo.
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde desta segunda-feira (14), a lei mantém o programa ativo até o esgotamento dos recursos. A previsão anterior era de encerramento nesta terça-feira (15), já que a iniciativa havia sido criada por medida provisória em maio.
Quem pode participar
A nova regra inclui motoristas de vans escolares, que não tinham acesso ao programa. O crédito subsidiado pode ser usado na compra de veículos novos e seminovos por motoristas de táxi, aplicativo e transporte escolar.
Para ampliar a utilização da linha, o governo também elevou de R$ 150 mil para R$ 200 mil o limite financiável e autorizou a aquisição de carros seminovos.
Taxas e dificuldades
O Conselho Monetário Nacional definiu juros de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres. A taxa média de financiamentos automotivos no mercado é de 28% ao ano, conforme informações levantadas pelo governo federal.
Parte dos motoristas não conseguiu participar por problemas de crédito. Integrantes do governo atribuíram a dificuldade à restrição dos bancos privados e também reconheceram falhas na divulgação do programa. “Os bancos têm sido excessivamente restritivos na concessão de crédito”, afirmou Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral da Presidência.
Como garantia às instituições financeiras, a União acionou o FGI, fundo operado pelo BNDES com recursos do Tesouro. O mecanismo cobre pagamentos aos bancos em caso de calote, mas não garante a totalidade dos valores desembolsados.







