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Mercadante critica proposta de cortes e defende atuação do BNDES
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Câmbio e custos

Mercadante critica proposta de cortes e defende atuação do BNDES

Presidente do banco afirmou que ajustes fiscais devem preservar o crescimento e as políticas sociais durante evento em São Paulo.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, criticou propostas apresentadas por integrantes da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, durante evento do Esfera Brasil realizado nesta segunda-feira (14), em São Paulo.

Mercadante disse que há espaço para aperfeiçoar a política fiscal e que a Previdência deverá voltar ao debate, mas defendeu que mudanças preservem o crescimento econômico e as políticas sociais. Ao comentar a ideia de cortes amplos nos gastos públicos, afirmou: “Essa coisinha de ''motosserra'' é boa só para fazer campanha.”

A declaração fez referência ao uso de uma motosserra pelo presidente da Argentina, Javier Milei, em eventos para simbolizar cortes de despesas. O gesto também é associado à campanha de Flávio Bolsonaro.

BNDES e programas de crédito

Mercadante afirmou que o BNDES está entregando desembolsos próximos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar que classificou como a média histórica do banco. Ele também rejeitou a ideia de que a instituição deva substituir o mercado de capitais.

Segundo o presidente do banco, 62% do funding do BNDES não têm subsídio. Da parcela restante, quase 15% correspondem ao Plano Safra, enquanto o restante é destinado a programas emergenciais, como o Brasil Soberano. O programa foi adotado para compensar tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente americano, Donald Trump.

Mercadante disse ainda que o BNDES disponibilizou R$ 50 bilhões em três programas para reduzir os impactos das tarifas, após as exportações para os Estados Unidos caírem 15%.

O presidente do banco também contestou afirmações sobre um possível corte na folha de pagamento federal e o uso de inteligência artificial para reduzir a necessidade de concursos. De acordo com ele, a folha é de R$ 90 bilhões, enquanto a proposta mencionada previa uma redução de R$ 50 bilhões.

Ele criticou ainda o crédito consignado para beneficiários do auxílio emergencial, criado nos últimos meses do governo de Jair Bolsonaro. Segundo Mercadante, foram concedidos R$ 7,66 bilhões nessa modalidade a dois meses da eleição. Pessoas que recebiam R$ 600 por mês poderiam contratar R$ 2,5 mil, com pagamento em dois anos.

Mercadante também defendeu um Estado forte, com capacidade de fiscalização, e mencionou a necessidade de regulação e fiscalização no Banco Central e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o país atravessa uma crise de grande proporção e defendeu mudanças no Judiciário, incluindo o fim dos penduricalhos.

Por fim, ele rejeitou a proposta de dividir o BNDES para criar uma estrutura voltada às pequenas e médias empresas. Mercadante disse que o banco já atende esse público por meio de 80 bancos e agentes públicos parceiros.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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