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Goiás sanciona política de terras raras um dia após parecer sobre comunidades quilombolas
Brasil

Goiás sanciona política de terras raras um dia após parecer sobre comunidades quilombolas

Superintendência da Igualdade Racial afirmou que não teve tempo para identificar comunidades e realizar escuta institucional antes da sanção.

O governador sancionou, em 27 de agosto, a Política Estadual de Fomento à Exploração Estratégica de Terras Raras um dia depois de a Superintendência da Igualdade Racial do Governo de Goiás registrar que não havia tido tempo suficiente para identificar comunidades potencialmente atingidas e ouvir comunidades quilombolas.

O parecer foi elaborado em 26 de agosto e anexado ao processo pela Secretaria de Desenvolvimento Social. No documento, a Superintendência afirmou que não seria tecnicamente adequado concluir se a política afetaria ou não povos e comunidades tradicionais do estado.

A sanção ocorreu sem alterações e sem os vetos solicitados pela Coalizão em Defesa da Chapada dos Veadeiros. A análise foi feita após a manifestação técnica e jurídica da Coalizão, protocolada em 21 de agosto e recebida em 24 de agosto.

Tramitação em dois dias úteis

Entre o recebimento da manifestação e a sanção, quatro órgãos estaduais apresentaram posicionamentos: a Secretaria de Meio Ambiente (SEMAD), a Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), a Autoridade Estadual de Minerais Críticos (AMIC-GO) e a Casa Civil. Os pareceres da SEMAD, da SEDS e da AMIC-GO foram emitidos em 26 de agosto. A sanção veio no dia seguinte.

A AMIC-GO apoiou a sanção com argumentos relacionados a desenvolvimento, inovação e geração de emprego. A análise, conforme o texto da Superintendência, não abordou as comunidades tradicionais que não haviam sido ouvidas institucionalmente.

Riscos associados ao beneficiamento

A política prevê a verticalização da produção, da mina ao produto industrializado, e a agregação de valor dentro do estado. O texto da lei não menciona rejeitos radioativos, gestão de tório e urânio ou salvaguardas específicas para essa etapa da cadeia produtiva.

O processamento de monazita realizado entre 1940 e 1950 gerou a chamada Torta II, um fosfato com urânio e tório concentrados. O material continua armazenado em Itu (SP), na zona sul de São Paulo e na Unidade de Descomissionamento de Caldas, em Minas Gerais.

A etapa de beneficiamento, que envolve a separação dos elementos, exige ácidos em larga escala e pode gerar rejeitos concentrados de tório e urânio, ambos radioativos. Minaçu e Catalão já apareciam, há mais de dez anos, em estudos como localidades com potencial para essa cadeia. A Mineração Serra Verde também era citada em pesquisas da USP em 2014.

Relação com o Cerrado

O Dia Nacional do Cerrado é celebrado em 11 de setembro. O bioma é apontado como origem das águas que alimentam as bacias dos rios Tocantins-Araguaia, São Francisco, Paraná e Paraguai.

A regulamentação da lei ainda depende de decreto. A manifestação é assinada por Álvaro De Angelis, que atua na coordenação do Movimento SOS Chapada dos Veadeiros, na direção de Relações Institucionais da Organização Natureza Inclusiva e na articulação da Coalizão em Defesa da Chapada dos Veadeiros.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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