Os principais índices acionários da Europa fecharam em baixa nesta quinta-feira (24), em meio à alta dos preços do petróleo e ao avanço dos rendimentos dos títulos públicos. O movimento refletiu o aumento da percepção de risco nos mercados internacionais e o estresse provocado pela reprecificação dos Treasuries.
O Stoxx 600, índice pan-europeu, caiu 0,52%, aos 636,60 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,24%, para 10.679,99 pontos. O DAX, de Frankfurt, perdeu 0,57%, aos 25.266,53 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, registrou baixa de 0,52%, aos 8.081,43 pontos.
A alta do petróleo continuou entre os principais fatores de pressão. Perto do encerramento do pregão europeu, o contrato mais líquido do Brent era negociado acima de US$ 107 por barril. O conflito no Oriente Médio manteve o cenário incerto, mesmo após reuniões entre autoridades do Irã e dos Estados Unidos nesta semana.
O Irã também ameaçou ampliar a guerra para o Oceano Índico caso os Estados Unidos ou Israel façam novos ataques. Além disso, voos iranianos para países vizinhos do Golfo Pérsico parecem ter sido cancelados nesta quinta-feira, depois do fim do prazo estabelecido pelos EUA para que empresas interrompessem relações com companhias aéreas iranianas.
Setores em destaque
No Stoxx 600, o setor de tecnologia caiu 1,22%. A baixa acompanhou o movimento das bolsas americanas após a notícia de que a Oracle teria acionado uma cláusula de força maior para se proteger de custos e atrasos no Project Jupiter, megaprojeto de data center de inteligência artificial no Novo México, nos Estados Unidos.
Na direção oposta, as empresas de energia avançaram 0,44%, beneficiadas pela valorização dos contratos futuros do petróleo.
Os rendimentos dos títulos de dívida europeus também subiram, acompanhando o estresse observado no mercado americano de renda fixa. Os juros dos Treasuries longos alcançaram os maiores níveis desde 2004, em um cenário de petróleo mais caro, discursos mais restritivos de diretores do Federal Reserve, atividade econômica mais forte e maior percepção de risco fiscal. Investidores passaram a esperar mais altas de juros pelo Fed neste ano.







