A Ambev lidera há mais de uma década o mercado brasileiro de cerveja em volume, com aproximadamente 60% de participação, segundo estimativa da Moody’s Local Brasil. A companhia foi a primeira colocada no setor de alimentos e bebidas do anuário Valor 1000 e atribui o desempenho à disciplina operacional, à eficiência e à variedade do portfólio.
Em 2025, a empresa encerrou o ano com R$ 29,5 bilhões de Ebitda ajustado, crescimento orgânico de 5,6% em relação a 2024, e lucro líquido ajustado de R$ 15,1 bilhões. A margem Ebitda ajustada chegou a 33,4%, no terceiro ano consecutivo de expansão. A receita líquida foi de R$ 88,24 bilhões, com crescimento orgânico de 4% em 2025 e queda de 1,4% no resultado reportado.
O volume total caiu 3,3% no ano, mas a Ambev informou que o resultado foi compensado por ganhos de eficiência e rentabilidade operacional. Para Carlos Lisboa, CEO da companhia, a estratégia combina marcas tradicionais, produtos premium, propostas ligadas a wellness e beyond beer, tecnologia e capacidade de execução.
Portfólio e canais digitais
A empresa destacou três frentes para os resultados de 2025: a expansão da categoria cerveja, a digitalização do ecossistema e a otimização do negócio. O canal B2B BEES passou a ser um dos impulsionadores da operação, enquanto o Zé Delivery alcançou R$ 4,7 bilhões em GMV em 2025, com crescimento de 13% sobre o ano anterior.
No segundo trimestre de 2026, o volume de cerveja da Ambev no Brasil avançou 5%, enquanto a indústria cresceu perto de 1%. O período coincidiu com metade da Copa do Mundo. A companhia também informou ter conquistado participação em todos os segmentos de cerveja.
A Stella Artois Pure Gold, lançada após um ciclo de desenvolvimento iniciado em 2019, tem 17% menos calorias. O produto passou por mudanças de nome e embalagem e cresceu 180% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O segmento premium também reúne marcas como Corona, Original, Spaten e Michelob Ultra.
As cervejas sem álcool cresceram 30% em volume de vendas em 2025. Fora da categoria, a companhia apontou o Guaraná Antarctica com fibras e a Brutal Fruit, bebida alcoólica mista gaseificada trazida da África do Sul, como destaques.
Metas ambientais
O projeto de sustentabilidade da Ambev, criado em 2018, encerrou em 2025 um ciclo voltado a água, agricultura, clima e energia e embalagem.
A empresa informou que atingiu a meta para as 11 unidades localizadas em áreas de alto estresse hídrico. Também alcançou 100% de agricultores diretos treinados, conectados e financeiramente empoderados. As emissões de gases de efeito estufa por hectolitro foram reduzidas em 25,8%, e a companhia cumpriu o objetivo de ter 100% dos produtos em embalagens retornáveis ou feitas com conteúdo majoritariamente reciclado no Brasil.
Patrick Conrad, diretor sênior de relações com investidores, afirmou que “o segmento premium continua sendo uma oportunidade relevante de crescimento”. A Ambev também declarou que sustentabilidade faz parte da estratégia e da construção de um negócio mais eficiente, resiliente e preparado para o futuro.







