Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Câmbio e custos

Inovabilidade propõe colocar ESG no centro das decisões empresariais

Fernando Bertolucci afirma que empresas precisam unir inovação, sustentabilidade e geração de valor para diferentes públicos.

Empresas que geram valor apenas para acionistas tendem a não sobreviver, na avaliação de Fernando Bertolucci, fundador e CEO da Inovitae. Para ele, os negócios precisam considerar também colaboradores, sociedade, fornecedores e investidores, ao mesmo tempo que mantêm o retorno aos acionistas.

A declaração foi feita durante o HackTown 2026, realizado de 3 a 7 de setembro. Em conversa com Sílvia Castro, Bertolucci apresentou a ideia de “inovabilidade”, conceito que resume a união entre inovação, sustentabilidade, um planeta ambientalmente mais saudável e uma sociedade mais justa.

Uma nova agenda para os negócios

Ex-vice-presidente executivo de Sustentabilidade, Pesquisa e Inovação da Suzano, Bertolucci contou que mudou de direção há cerca de um ano e meio, depois de uma longa trajetória no setor de papel e celulose. Em seguida, fundou a Inovitae, startup criada em torno da inovação a serviço da vida.

“Eu tenho uma agenda que me move muito, que é essa ideia da inovação a serviço da sustentabilidade. Acho que tem muito o que fazer aí”, afirmou.

Na visão do empreendedor, inovação e sustentabilidade ainda são tratadas como agendas separadas, mas essa divisão precisa acabar. Ele disse que o mundo já deixou para trás a fase de apenas discutir mudanças climáticas e crise climática e passou a enfrentar o que chama de guerra climática.

“Essa é uma guerra que ou todos ganhamos ou todos perdemos”, declarou, ao relacionar o tema às próximas gerações, às crises geopolíticas e à falta de lideranças voltadas à preservação da vida.

Escala para soluções sustentáveis

Bertolucci reconheceu que startups já desenvolvem soluções sustentáveis em diferentes partes do mundo. O desafio, segundo ele, é ampliar o alcance dessas iniciativas. Para isso, defendeu a articulação entre startups, academia, grandes empresas, institutos de pesquisa e governos.

“Nada contra soluções de nicho, só que elas não resolverão o problema do planeta atualmente”, avaliou.

O empreendedor também criticou a forma como parte do mercado encara o ESG, tratado muitas vezes como um custo separado da operação. Para ele, a agenda deve participar das decisões centrais das empresas. Essa integração, afirmou, pode abrir oportunidades de lucro associadas a benefícios para o planeta e para as pessoas.

Bertolucci descreveu a inovabilidade como um conjunto de “estratégias vencedoras” observado em empresas grandes e pequenas e também em governos. Na primeira participação no HackTown, ele destacou a diversidade do público e comparou o festival a um mutirão voltado à transformação.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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