O governo de Javier Milei apresentou um projeto de lei para ampliar as sanções contra empresas que atuam nas Ilhas Malvinas, arquipélago controlado pelo Reino Unido e reivindicado pela Argentina. A proposta pode aumentar a tensão entre os dois países em torno da soberania do território.
O texto pretende atingir companhias envolvidas na exploração de recursos naturais na região. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, o gabinete do presidente argentino afirmou que a iniciativa busca “punir aqueles que exploram ilegalmente nossos recursos naturais” e criar mecanismos para interromper essas atividades.
Na semana passada, o governo argentino informou ter iniciado processos para aplicar sanções contra pelo menos 60 empresas e indivíduos ligados à exploração de petróleo em alto-mar nas proximidades das ilhas. No Reino Unido, o arquipélago é chamado de Falklands.
A medida também está relacionada ao projeto de exploração de petróleo Sea Lion. A Argentina intensificou as ações contra empresas associadas ao empreendimento depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu, no início deste mês, que Washington poderia rever sua posição tradicionalmente neutra na disputa.
A reivindicação argentina sobre as ilhas remonta a décadas. Em 1982, o país invadiu o arquipélago, dando início a uma guerra de dez semanas pelo território, encerrada com a rendição argentina ao Reino Unido.
As declarações de Trump ocorreram em meio à insatisfação dele com o apoio considerado limitado do Reino Unido às operações militares lideradas pelos Estados Unidos contra o Irã no Oriente Médio.







