O governo do Reino Unido publicou orientações para tranquilizar empresas que mantêm negócios nas Ilhas Malvinas após o presidente argentino, Javier Milei, ameaçar aplicar sanções a companhias ligadas a atividades econômicas no território britânico ultramarino.
O documento afirma que o Reino Unido apoia atividades econômicas consideradas legítimas no arquipélago. Também defende o direito dos moradores das Malvinas de regulamentar a própria economia e explorar recursos naturais, incluindo hidrocarbonetos.
Pressão sobre empresas
Milei declarou que a Argentina reforçaria medidas contra empresas que atuam nas ilhas ou mantêm relações com elas. A iniciativa aumenta a pressão sobre companhias envolvidas em negócios no arquipélago enquanto o país sul-americano mantém sua reivindicação de soberania sobre o território.
A Argentina intensificou ações contra empresas ligadas à exploração de petróleo nas proximidades das ilhas depois que Donald Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam rever a posição tradicionalmente neutra na disputa pelas Malvinas.
Nas orientações, o governo britânico sustenta que a Argentina não tem autoridade para exercer jurisdição sobre as ilhas, aplicar sua legislação no arquipélago ou atingir empresas e pessoas envolvidas em negócios relacionados ao território. O Reino Unido também declarou não identificar base jurídica para que tribunais de outros países façam cumprir medidas argentinas contra essas companhias.
De acordo com o governo britânico, medidas adotadas anteriormente pela Argentina continuam em vigor há anos, mas não impediram o desenvolvimento da economia das Malvinas. O Reino Unido afirmou que seguirá apoiando o arquipélago e comunicando sua posição ao governo argentino.
O Ministério das Relações Exteriores da Argentina não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.







