A conta de luz não terá cobrança adicional de bandeira tarifária em outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a adoção da bandeira verde, que começa a valer em 1º de outubro e encerra uma sequência de cinco meses de bandeira amarela.
O adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos deixará de ser aplicado. Desde maio, esse valor era acrescentado às faturas. Para uma residência com consumo mensal de 300 kWh, a bandeira amarela representava R$ 5,65 a mais na conta.
De acordo com a Aneel, a mudança foi possível pela melhora das condições hidrológicas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Com reservatórios em situação mais favorável, as hidrelétricas podem gerar mais energia, reduzindo a necessidade de acionamento das termelétricas, que têm custo de produção mais alto.
Como funcionam as bandeiras
A bandeira tarifária é definida mensalmente pela Aneel conforme as condições do sistema elétrico. Entre os fatores considerados estão a situação dos reservatórios e a necessidade de usar fontes de geração mais caras.
Na bandeira verde, não existe cobrança adicional. A bandeira amarela acrescenta um valor à tarifa, enquanto as bandeiras vermelhas são usadas em cenários de custos mais elevados. A diferença entre os custos de geração pode ser repassada ao consumidor por meio dessas cobranças.
A bandeira verde havia sido aplicada até abril. Em maio, a Aneel acionou a amarela, que permaneceu nas contas de energia de maio a setembro. Assim, outubro será o primeiro mês desde abril sem cobrança adicional relacionada às bandeiras tarifárias.
A mudança, porém, não significa necessariamente que todas as contas ficarão mais baratas. O total da fatura também varia conforme o consumo e os demais componentes que fazem parte da tarifa de cada distribuidora.








