Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
A próxima viagem começa aqui
CBMM mira novas aplicações do nióbio em ciclo de expansão até 2031
Câmbio e custos

CBMM mira novas aplicações do nióbio em ciclo de expansão até 2031

Empresa mineira prevê R$ 13 bilhões em aportes, amplia produção e mantém estudos sobre terras-raras no Alto Paranaíba.

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) superou, em 2025, a marca de cem mil toneladas de ferronióbio equivalente produzidas e comercializadas no mercado global. O resultado representou crescimento de 4,7% em relação a 2024 e antecede um novo ciclo de investimentos da empresa.

Entre 2026 e 2031, a companhia planeja aplicar R$ 13 bilhões em três áreas: aumento da capacidade produtiva, desenvolvimento de materiais e aplicações e projetos de tecnologia, inovação e infraestrutura. A estratégia está ligada à expansão do mercado de nióbio e ao atendimento aos clientes.

Produção e novos materiais

A CBMM tem capacidade instalada para produzir 150 mil toneladas de ferronióbio equivalente por ano. O volume é superior à demanda global, que no ano passado foi de 133 mil toneladas. A empresa afirma que essa capacidade permite investir à frente do mercado, com foco na segurança do fornecimento e no crescimento da procura pelo nióbio.

No complexo industrial de Araxá, no Alto Paranaíba, foram investidos R$ 2 bilhões neste ano. Os recursos contemplaram novas linhas e plantas, além da compra e modernização de equipamentos.

Entre os projetos em andamento estão linhas para a produção de óxidos de nióbio destinados a diferentes materiais e aplicações. Segundo a CBMM, esses produtos podem ser usados em eletrificação, baterias, componentes ópticos, eletrônicos e tecnologias associadas a data centers para inteligência artificial.

A empresa também pretende ampliar o uso do nióbio na indústria siderúrgica e em outras áreas. Para os próximos anos, cita oportunidades em mobilidade, infraestrutura, energia e tecnologia, com investimentos em inovação, diversificação do portfólio e parcerias.

Empregos e terras-raras

A expansão já elevou o número de colaboradores diretos da CBMM, especialmente em Araxá, para mais de 2.000. As empresas parceiras reúnem cerca de 4.500 profissionais no complexo industrial e mantêm aproximadamente 400 vagas abertas.

A companhia não possui operação de terras-raras, mas acompanha o mercado e mantém parcerias com instituições brasileiras para pesquisas e estudos. As iniciativas avaliam novas rotas tecnológicas que possam viabilizar, futuramente, o aproveitamento de recursos no Alto Paranaíba.

A CBMM afirma que os estudos realizados até o momento não comprovaram viabilidade econômica para uma operação industrial em escala, principalmente pelos investimentos necessários ao tratamento dos rejeitos gerados pelo processo em comparação com o valor de mercado dos elementos presentes no minério de Araxá.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5