A integração entre distribuidoras de energia e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) será testada em um projeto que envolve a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e outras quatro empresas. A proposta foi encaminhada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) como um sandbox regulatório.
A iniciativa pretende ampliar o controle sobre os recursos energéticos distribuídos (REDs), que incluem a geração solar, baterias e veículos elétricos. Entre as estruturas já instaladas nas áreas de concessão das empresas estão telhados solares e miniusinas fotovoltaicas.
Além da Cemig, participam a Energisa Mato Grosso (EMT), subsidiária do grupo Energisa, a Neoenergia Elektro, a CPFL Paulista e a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Segundo o ONS, a seleção considerou a elevada capacidade instalada de geração distribuída dessas distribuidoras e o grau de maturidade tecnológica das concessionárias.
Sistemas que podem ser usados
O projeto poderá envolver ferramentas especializadas para monitorar, controlar e otimizar os recursos conectados à rede elétrica. Entre elas estão o Sistema Avançado de Gestão de Distribuição (ADMS) e o Sistema de Gestão de Recursos Energéticos Distribuídos (DERMS).
A proposta do ONS e da Aneel busca aproximar as operações do operador nacional, responsável pelo controle da geração e da transmissão de energia no país, das atividades das distribuidoras, que atendem a etapa final do consumo.
A expansão da geração distribuída trouxe dificuldades adicionais à operação do sistema elétrico brasileiro, já que essa produção não é controlada pelo ONS. A concentração da sobreoferta de energia durante o dia desafia o equilíbrio entre carga e geração na rede nacional e amplia os riscos de apagões por excesso de energia.







