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Centro-Oeste e Norte mantêm expansão com investimentos de R$ 188,5 bilhões
Foto: Arte/Valor
Câmbio e custos

Centro-Oeste e Norte mantêm expansão com investimentos de R$ 188,5 bilhões

As duas regiões devem desacelerar em 2026, mas contam com demanda interna, indústria e grandes projetos para sustentar a atividade.

As economias do Centro-Oeste e do Norte devem crescer em 2026, embora em ritmo menor que no ano anterior. A avaliação é de Giuliana Folego, da Tendências Consultoria, que considera a demanda doméstica, a retomada industrial e os investimentos anunciados fatores de sustentação para as duas regiões.

No Centro-Oeste, a projeção é de alta de 2,7% no Produto Interno Bruto (PIB), depois de um avanço de 3,9% em 2025. No Norte, a expansão deve recuar de 3,7% para 1,8%. A estimativa para a região fica próxima do crescimento médio de 1,9% previsto para o PIB brasileiro.

O cenário inclui impactos sobre custos agrícolas. A guerra contra o Irã elevou os preços de fertilizantes e diesel, pressionando fretes e margens no campo. Por outro lado, o petróleo mais caro favorece a competitividade dos biocombustíveis. No Centro-Oeste, a indústria de biocombustíveis deve ajudar a recuperação do setor, com crescimento estimado de 17,5%, após uma queda de 31,0% em 2025.

Projetos e empresas

Os investimentos com entrada em operação prevista entre 2025 e 2030 somam R$ 188,5 bilhões nas duas regiões. A Vale responde por quase 38% desse total, enquanto o setor de celulose representa 44,8%.

Em Goiás, a Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo) teve receita líquida de R$ 13,775 bilhões em 2025, alta de 25,9%. A cooperativa investe cerca de R$ 1,3 bilhão em uma terceira planta de soja, na região de Palmeiras de Goiás, e em uma pera ferroviária de três quilômetros integrada à Ferrovia Norte-Sul. A unidade terá capacidade de processar 6 mil toneladas/dia e dobrará a capacidade total da Comigo.

Em Barcarena, no Pará, a Alunorte investe R$ 1,3 bilhão para substituir óleo combustível por gás natural e destinou R$ 318 milhões à instalação de três caldeiras elétricas. As medidas, associadas ao uso de energias renováveis, reduziram as emissões em 35%, o equivalente a 1,4 milhão de toneladas de carbono por ano. A empresa também troca carvão por caroço de açaí. Em 2025, a receita líquida caiu 7,1%, enquanto o lucro cresceu 32,4%, para R$ 1,56 bilhão.

A Saneago investiu R$ 2,8 bilhões entre 2021 e 2025 em água e esgoto. Para este e o próximo ano, a previsão é de R$ 2,382 bilhões. Em 2025, a receita líquida subiu 7,47%, para R$ 3,5 bilhões.

Na Amaggi, a receita líquida aumentou 16,2% em 2025, para R$ 47,16 bilhões. O resultado líquido avançou 342%, chegando a R$ 1,3 bilhão. Em julho, o grupo concluiu a compra de 40% das ações da FS Bioenergia, com aporte primário de US$ 100 milhões e aquisição de ações de acionistas estimada em US$ 1 bilhão.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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