O diesel S-10 voltou a pressionar os preços dos combustíveis no Brasil após quatro meses consecutivos de queda. Em setembro, o litro foi vendido, em média, por R$ 7,24 nos postos, uma alta de 2,7% sobre agosto, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).
A variação ocorreu no início do plantio da safra de verão 2026/27, período de maior procura pelo combustível para abastecer tratores, colheitadeiras e caminhões. O índice considera os abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.
Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, associou o resultado ao aumento da demanda do agronegócio e à oscilação do petróleo no mercado internacional. “Setembro marca uma mudança no comportamento dos preços dos combustíveis no Brasil”, afirmou.
Petróleo e abastecimento
Em setembro, a cotação do petróleo Brent voltou a superar US$ 100 o barril. O movimento ampliou a diferença entre o preço praticado pela Petrobras e o valor internacional, pressionando os importadores. O Brasil importa cerca de 30% das suas necessidades.
No final de fevereiro deste ano, Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. Em resposta, o país praticamente fechou o Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do abastecimento global antes da guerra. A situação levou à elevação dos preços mundiais do petróleo e de seus derivados.
Uma pesquisa da ANP também registrou alta do diesel na média nacional em setembro. Na última semana, o combustível atingiu o maior preço desde abril.
Na segunda-feira, Renato Dutra, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, disse que o abastecimento de diesel S-10 para outubro está garantido no Brasil. Ele citou dados de um grupo interministerial que acompanha, desde março, a demanda e a oferta do combustível.
O etanol também subiu em setembro: o preço médio avançou 2,66%, para R$ 4,24 por litro. Já a gasolina ficou estável, com média de R$ 6,73 por litro.







