A Fitch Ratings elevou de “BBB-” para “BBB” as notas de crédito da Embraer em moedas estrangeira e local. A perspectiva, que era positiva, passou a estável. A classificação nacional permaneceu em “AAA(bra)”.
A análise foi assinada por Marcelo Pappiani, Debora Jalles e Rogelio Gonzalez. Eles associam a melhora à diversificação geográfica e setorial da fabricante brasileira, além da maior previsibilidade do faturamento a médio prazo.
Também pesaram na avaliação a expansão das margens operacionais, os ganhos de escala, a disciplina de custos e a normalização da cadeia global de suprimentos. Para a Fitch, a empresa tem posição de liderança no segmento de jatos comerciais com menos de 150 assentos e detém 30% do mercado global de aviação executiva.
Caixa e posição no mercado
A divisão de defesa, com o C-390 Millenium, também contribui para o perfil de crédito da companhia. Outro ponto destacado é o intervalo menor entre o pedido e a entrega de aeronaves da Embraer em comparação com os cronogramas de Boeing e Airbus. Essa diferença permite à fabricante atender companhias aéreas que não querem aguardar as filas de espera das concorrentes.
A agência também considerou a solidez do balanço patrimonial e a estrutura de capital conservadora. A maior parte do caixa da companhia é denominada em dólar, o que reduz sua exposição a incertezas macroeconômicas locais.
Em junho, a Embraer tinha US$ 2 bilhões em caixa prontamente disponível e uma dívida total de US$ 2,5 bilhões. Conforme os analistas, os recursos são suficientes para cobrir as amortizações de passivos pelo menos até 2035. Com isso, a classificação da fabricante fica acima da nota soberana do Brasil.







