A Enel Rio anunciou um plano de operação para o verão 2026/2027, com medidas voltadas aos possíveis efeitos de um El Niño forte ou muito forte. A programação será aplicada nos 66 municípios da área de concessão da empresa e inclui reforço das equipes, novas bases operacionais e modernização da rede elétrica.
Segundo a distribuidora, a previsão é terminar o ano com mais de 2 mil novos profissionais de campo, 16 bases operacionais adicionais e a ampliação de outras três. A frota também deverá contar com o triplo de veículos disponível.
A empresa informou ainda que ampliou os recursos de digitalização e automação da rede, com a instalação de 624 equipamentos. Também foram conectados 450 circuitos autônomos com tecnologia “self-healing”. O sistema identifica falhas ou anomalias e pode restaurar o serviço sem intervenção humana direta em um minuto e meio, por meio de equipamentos inteligentes telecomandados.
Atendimento e prevenção
De acordo com a Enel Rio, essa tecnologia beneficiará 1,6 milhão de clientes. A companhia também modernizou a comunicação via satélite em 248 equipamentos, que atendem a quase 1 milhão de clientes.
Entre os novos recursos está o acionamento remoto de geradores que atendem ao centro histórico de Paraty e a localidades da Ilha Grande, na Costa Verde. As equipes que trabalham nessas áreas também passaram a usar mochilas de comunicação via satélite para manter contato com o Centro de Operações.
A distribuidora realizou a modernização de mais de 240 quilômetros de rede em 42 cidades litorâneas e fez 154 mil lavagens para reduzir os efeitos da maresia. Até o fim do ano, a previsão é executar quase 37 mil manutenções preventivas e mais de 645 mil podas preventivas.
O El Niño é provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. O fenômeno causa secas severas no Norte e no Nordeste, enchentes no Sul e temperaturas elevadas no Sudeste e no Centro-Oeste.
Os investimentos na rede elétrica chegaram a R$ 1,8 bilhão em 2025. No primeiro semestre deste ano, a Enel Rio aplicou R$ 880 milhões na infraestrutura elétrica, alta de 34% em relação ao mesmo período do ano passado.







