A elevação das taxas de juros pelo Federal Reserve, mesmo diante dos protestos de Donald Trump, enfraquece a hipótese de que Kevin Warsh conduziria o banco central dos Estados Unidos sob influência do presidente.
Warsh não teria incentivos para buscar a aprovação de Trump depois de assumir o comando do Fed. Homem rico, ele será avaliado pelo desempenho da economia nos próximos quatro anos e também pelo julgamento da história depois desse período. Trump, por sua vez, deixará a Presidência em dois anos.
Sinal para a política de juros
A relação entre o presidente e o banco central também pesa nesse cenário. Trump já entrou em conflito com o Fed e terminou enfrentando uma derrota prolongada e constrangedora, conforme a análise.
Com a decisão de elevar os juros apesar da pressão presidencial, o Fed de Warsh oferece um sinal mais claro sobre sua reação às condições econômicas. Essa clareza pode substituir, com vantagem, a chamada forward guidance, orientação futura sobre juros.
A avaliação de que Warsh seria um fantoche de Trump, portanto, perde força após a medida. O episódio também encerra a necessidade de concentrar a análise nesse risco, que a fonte considera inexistente.







