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Fundo Vale direcionou R$ 576 milhões a projetos e negócios de impacto
Câmbio e custos

Fundo Vale direcionou R$ 576 milhões a projetos e negócios de impacto

Relatório contabiliza investimentos em 169 projetos e 887 negócios ao longo de 16 anos, com mobilização média de R$ 5,9 para cada R$ 1 aplicado.

O Fundo Vale destinou R$ 576 milhões a projetos, iniciativas e negócios de impacto socioambiental positivo desde o início de sua atuação, em 2009. O balanço reúne 169 projetos e iniciativas e 887 negócios apoiados ao longo de 16 anos.

A organização informou que cada R$ 1 investido ajudou a atrair, em média, R$ 5,9 de outras fontes. Entre os recursos mobilizados estão verbas filantrópicas, concessionais, públicas e privadas. Os dados foram apresentados em um relatório divulgado nesta segunda-feira (21), que avalia os resultados do fundo desde sua criação.

A atuação inclui mecanismos para ampliar o financiamento de iniciativas voltadas a clima, natureza e desenvolvimento sustentável. A estratégia combina capital misto, garantias e instrumentos de divisão de riscos, com foco em áreas como bioeconomia, recuperação de florestas e soluções baseadas na natureza.

Entre as frentes apoiadas estão o Fundo VC Floresta e Clima, o Mecanismo Amazônia Viva — que utiliza um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) Verde — e os investimentos da AMAZ Aceleradora de Impacto. Coordenada pelo Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento da Amazônia), a aceleradora apoia empreendedores ligados à bioeconomia e à conservação da Amazônia.

Na Meta Florestal 2030 da Vale, o Fundo Vale recorreu a garantias de primeira perda, conhecidas como “first loss”, para diminuir riscos e facilitar o acesso de negócios a recursos do Fundo Clima, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo nota do fundo, cerca de 45% da meta foi cumprida, o que corresponde a aproximadamente 225 mil hectares. O objetivo da companhia é proteger e recuperar 500 mil hectares até 2030.

Até 2025, mais de 850 negócios haviam recebido apoio em mais de 20 cadeias produtivas. O conjunto inclui cooperativas de comunidades tradicionais da Amazônia e startups de biotecnologia, além de atividades relacionadas a pirarucu, castanha, açaí e babaçu. Também fazem parte do portfólio empresas que transformam resíduos da sociobiodiversidade em ingredientes para cosméticos e alimentos.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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