O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que Ricardo Eyer Harris poderá explicar, nos processos internos da instituição, a relação entre o trabalho de seu irmão e pagamentos identificados em mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro.
Harris é chefe de gabinete de Gilneu Vivan, diretor de regulação do sistema financeiro. Para Galípolo, a situação dele não deve ser tratada da mesma forma que outros casos envolvendo servidores do BC porque o funcionário comunicou o assunto previamente a superiores.
Comunicação aos diretores
Segundo Galípolo, Harris procurou dois diretores com quem mantém contato direto e informou que Leonardo Eyer Harris prestava consultoria na área de mineração. A empresa de Leonardo, a LC Consultoria, recebeu R$ 120 mil em 2025, conforme mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro.
“É muito importante que não confunda as coisas”, disse Galípolo. O presidente do BC afirmou que soube do caso pela imprensa.
Galípolo também declarou ser testemunha de que Harris mantém no Banco Central um comportamento que, na avaliação dele, não permite fazer qualquer ligação com o Master. O presidente disse ainda que a apuração deve continuar e que o servidor terá espaço para apresentar sua versão.
Ao comentar o procedimento, Galípolo lembrou que todos são considerados inocentes até que se prove o contrário. Para ele, esse princípio não elimina a necessidade de investigar o caso nem a obrigação de o servidor prestar esclarecimentos.







