A Globo criou 700 agentes de inteligência artificial (IA) para apoiar a cobertura das eleições de 2026. As ferramentas automatizam tarefas nas redações e ajudam a ampliar a produção e a distribuição de informações sobre o pleito.
Entre os principais projetos está a criação de 95 mil páginas automatizadas no portal g1, com resultados da apuração em todas as zonas eleitorais do país. O material terá a distribuição dos votos por cargo e comparações com eleições anteriores. Também estão previstas cerca de 1,6 mil páginas sobre os candidatos eleitos, liberadas conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgar os dados das urnas no próximo domingo (4).
Ferramentas usadas nas redações
As equipes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal utilizam a GloboIA em atividades como produção de conteúdo, decupagem, monitoramento de fontes e verificação da qualidade das imagens. A ferramenta foi apresentada como apoio à velocidade e à eficiência, sem substituir o trabalho jornalístico.
“Não vamos publicar conteúdos 100% produzidos por IA, a validação humana sempre está presente”, afirmou José Lopes, coordenador da cobertura das eleições no g1. Segundo ele, a tecnologia permite ampliar a escala de produção de informações.
A cobertura também terá vídeos automatizados sobre o desempenho eleitoral em mais de 5,5 mil municípios brasileiros, com narração por voz sintética desenvolvida para esse uso. Desde agosto, o g1 publica ainda uma série de vídeos verticais, com mais de 50 conteúdos sobre as eleições de 2026. Os vídeos explicam etapas do processo eleitoral e respondem a dúvidas comuns dos eleitores nas redes sociais.
A estrutura tecnológica reúne cerca de 500 profissionais e conta com modelos de IA da OpenAI e do Google, informou Felipe Correia, diretor de tecnologia para conteúdo e regionais da Globo. A empresa não desenvolveu um modelo próprio e utiliza as ferramentas em um ambiente controlado.
A Globo começou a usar IA na cobertura eleitoral em 2022 e ampliou a iniciativa em 2024. Correia afirmou que a tecnologia deve apoiar a narrativa e a distribuição das informações, sem se sobrepor à notícia.







