A Google e a SpaceX vão testar o uso de inteligência artificial em órbita baixa da Terra. O lançamento, previsto para esta quinta-feira (1), levará chips de processamento para avaliar se é viável instalar centros de dados no espaço.
A iniciativa envolve a Alphabet, dona do Google, e pode ajudar a definir os custos e os desafios técnicos da computação orbital. A SpaceX, responsável pelo lançamento, pretende colocar em órbita seus próprios satélites de computação para IA já em 2027, usando o foguete Starship, totalmente reutilizável.
Energia, resfriamento e radiação
A computação espacial oferece energia solar, mas ainda enfrenta obstáculos como o resfriamento no vácuo, a manutenção dos satélites e a radiação. O teste vai verificar se os chips Tensor Processing Unit, conhecidos como TPUs, resistem a um voo intenso de 10 minutos e à radiação acima da atmosfera terrestre.
O Google também avaliará maneiras de resfriar os componentes em um ambiente sem circulação de ar. Depois do protótipo inicial, a empresa planeja colocar dois satélites em órbita em 2027. A ideia é conectar grupos de satélites para processar grandes cargas de trabalho de IA em conjunto.
Empresas de educação medem ganhos
O uso da inteligência artificial também reduziu custos em companhias de ensino superior listadas em bolsa. A Yduqs informou uma queda de 75% no custo de produção dos conteúdos didáticos, enquanto 9% das matrículas foram concluídas sem intervenção humana.
Na Cogna, o processamento de documentos de alunos ficou cinco vezes mais rápido. A Ânima registrou aumento de 35% na produtividade dos docentes, e a Afya utiliza a ferramenta para processar 2 milhões de prescrições médicas por mês.
Os efeitos financeiros já aparecem, mas os impactos educacionais ainda estão em avaliação. No começo do mês, o Ministério da Educação proibiu o uso de IA para corrigir ou atribuir notas a redações e provas dissertativas em todas as etapas de ensino no Brasil.
Segurança e novas funções nos bancos
A OpenAI pediu desculpas na terça-feira (29) após uma invasão ao sistema de saúde da Austrália. A empresa afirmou que a análise feita até o momento não encontrou evidências de acesso da IA a prontuários médicos. Também prometeu recursos para reforçar as defesas cibernéticas e a criação de uma força-tarefa local.
O diretor de estratégia da empresa, Jason Kwon, deverá participar de uma audiência de um comitê do Senado australiano sobre IA, em Sydney, em 6 de outubro.
Estudo global do Boston Consulting Group aponta que os diretores de tecnologia dos bancos passaram a ter uma atuação mais ligada aos negócios. A mudança é impulsionada pelo aumento da concorrência, das exigências regulatórias e do uso de IA. No Brasil, Alexandre Figueiroa, diretor do BCG, afirma que as necessidades dos clientes avançaram para o digital e que a maioria usa o celular como principal canal.
IA nas compras da Black Friday
Pesquisa da Stefanini Marketing com 1 mil pessoas mostra que 86% dos consumidores pretendem usar IA na Black Friday. Entre os objetivos estão comparar preços, apontado por 49%; verificar promoções, por 47%; tirar dúvidas, por 42%; e avaliar a credibilidade das lojas, também por 42%.
O levantamento indica que 36% já fizeram compras com apoio da tecnologia em edições anteriores. Sobre o grau de autonomia, 40% permitem que a IA monte o carrinho, 31% usam a ferramenta para alertas de preço e 20% autorizam a realização da compra. Outros 9% não deixam a tecnologia agir sozinha.







