A inteligência artificial generativa já faz parte das operações de 78% das instituições participantes do mercado de tokenização, segundo o Brazil Tokenization Report 2026. A pesquisa foi produzida pela Nexa Finance com investidores, bancos, alocadores e provedores de infraestrutura. A IA agêntica, que executa tarefas com mais autonomia, é utilizada por 35% dos participantes.
Entre os usos atuais ou planejados, dados e inteligência de mercado aparecem na liderança, citados por 65% dos entrevistados. Na sequência estão conformidade e relatórios regulatórios, com 56%; gestão de risco e identificação de fraudes, com 54%; e análise de crédito e subscrição, com 51%.
O estudo recebeu respostas de 90 parceiros. As instituições consultadas concentram a adoção da tecnologia na análise e no controle de operações já existentes. As aplicações para desenvolvimento de produtos têm participação menor: gestão de patrimônio e robo-advisory foram mencionados por 42%; criação personalizada de investimentos, por 31%; infraestrutura de pagamentos e liquidação, por 27%; e negociação e formação de mercado, por 21%.
Plataforma combina IA e blockchain
A Nexa Finance lançou o Genesis, plataforma que reúne inteligência artificial e blockchain para criar produtos de investimento personalizados. A ferramenta recebe os objetivos do investidor em linguagem natural e prepara uma proposta de portfólio. Entre as opções que podem integrar essas carteiras estão produtos de crédito, consórcio, FGTS, consignado e títulos públicos.
O serviço segue o modelo B2B2C e é disponibilizado por meio de assessores, consultores ou gestores. O Genesis também foi incluído no relatório entre os casos brasileiros de uso combinado das duas tecnologias.
Investimentos e regulação
A pesquisa indica que a tokenização segue recebendo capital de risco. Entre os fundos consultados, 67% disseram já ter investido em tokenização ou em ativos do mundo real (RWA), acima dos 40% registrados em 2024.
Na distribuição dos segmentos que receberam aportes, a tokenização lidera, com 55%. Stablecoins e serviços financeiros aparecem depois, empatados em 27%. Para 85% dos participantes, a regulação é o principal fator para ampliar os investimentos no setor. A maior aceitação do mercado vem em seguida, apontada por 82%.







