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Iene avança ao maior nível em sete meses diante do dólar
Câmbio e custos

Iene avança ao maior nível em sete meses diante do dólar

Moeda japonesa ganha força com apostas em juros mais altos no Japão e possível repatriação de recursos por investidores.

O iene alcançou nesta segunda-feira o maior nível em sete meses diante do dólar, em um movimento associado à expectativa de que o Banco do Japão (BoJ) acelere o aperto monetário. A possibilidade de investidores japoneses trazerem recursos de volta ao país também contribui para a valorização da moeda.

O dólar chegou a 154,06 ienes, menor cotação desde fevereiro. Próximo às 10h, no horário de Brasília, a moeda americana recuava 1,16%, para 154,43 ienes. O movimento pressionava o índice DXY, que acompanha o dólar contra uma cesta de moedas fortes. O indicador caía 0,28%, aos 98,898 pontos.

A próxima reunião de política monetária do BoJ será na semana que vem. Os mercados calculam em 75% a possibilidade de um aumento de um quarto de ponto percentual na reunião de 18 de setembro. Também há uma probabilidade de 60% de uma nova medida até dezembro.

Inflação dos EUA no radar

Os dados de inflação dos Estados Unidos, previstos para sexta-feira, devem influenciar a avaliação do Federal Reserve sobre um possível aumento dos juros ainda neste mês e, consequentemente, o comportamento do dólar. Os operadores estimam em cerca de 57% a chance de uma alta pelo Fed.

O Banco Central Europeu (BCE) se reúne na quinta-feira, com expectativa de elevação dos juros da zona do euro. O euro subia 0,11% e a libra avançava 0,18% diante do dólar.

Lee Hardman, analista sênior de câmbio do MUFG, afirmou que a perda do nível de 155 pelo dólar reforçou o otimismo em relação ao iene. “Romper esse nível é um sinal de alta, e poderíamos ver mais valorização do iene”, disse.

O dólar havia sido negociado acima de 160 ienes na última terça-feira. Na semana passada, o iene avançou mais de 2%, com influência do desmonte de operações de carry trade e das expectativas de repatriação de capital.

Efeito sobre as operações de carry trade

A valorização recente ameaça o desempenho dessas operações, que captam recursos em moedas com juros menores para investir em ativos de maior retorno. Eric Robertsen, chefe global de pesquisa e estrategista-chefe do Standard Chartered, disse que uma alta persistente do iene pode indicar mudanças na alocação de ativos.

Para Elias Haddad, chefe global de estratégia de mercados do BBH, uma inflação elevada nos Estados Unidos praticamente confirmaria um aumento de juros em setembro e apoiaria um dólar mais forte. Uma leitura mais baixa, segundo ele, favoreceria a manutenção das taxas e deixaria a moeda americana exposta a uma reavaliação do mercado sobre a política do Fed.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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