SÃO PAULO — A Justiça do Trabalho determinou que sejam reservados recursos do Banco Master para o pagamento de salários e benefícios atrasados de profissionais demitidos da IstoÉ Publicações. A decisão foi tomada em uma ação movida pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
A medida envolve a Entre Investimentos, controladora da IstoÉ Publicações, e o Banco Master. Investigações identificaram relações financeiras entre as empresas. Na decisão, a Justiça do Trabalho apontou indícios de conluio fraudulento entre a Entre Investimentos e o banco.
O juiz Frederico Monacci Cerutti, da 6ª Vara do Trabalho de São Paulo, determinou que o liquidante extraoficial do Banco Master reserve os valores devidos aos trabalhadores no Quadro Geral de Credores.
Valores cobrados
A ação pede o pagamento de salários atrasados de abril e maio deste ano, verbas rescisórias, depósitos e multa do FGTS, vale-refeição e multas previstas na CLT. O sindicato também solicitou indenizações por dano moral individual e coletivo.
Segundo o advogado da entidade, Raphael Maia, a Justiça reconheceu a existência de provas e indícios suficientes de que o grupo Entre e o Banco Master atuaram em conluio de interesses. Para ele, esse entendimento pode levar à responsabilidade solidária pelos pagamentos devidos aos trabalhadores.
O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, ligado ao grupo Entre/IstoÉ, teria feito repasses para Daniel Vorcaro e recebido transferências dele. Freixo Júnior decidiu fazer delação premiada.
A decisão judicial expõe a relação financeira entre o Banco Master e a empresa responsável pela IstoÉ Publicações. A extensão dessa relação e eventual atuação da revista em favor dos negócios de Daniel Vorcaro não foram estabelecidas pela decisão mencionada.







