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Pagaleve recebe autorização do Banco Central para operar como instituição de pagamento
Câmbio e custos

Pagaleve recebe autorização do Banco Central para operar como instituição de pagamento

Fintech poderá atuar sem parceiro como iniciadora de transações e planeja ampliar a equipe e a operação em lojas físicas.

A Pagaleve recebeu autorização do Banco Central para atuar como instituição de pagamento em duas modalidades: emissor de instrumento pós-pago e Iniciador de Transação de Pagamento (ITP). A fintech oferece parcelamento de compras via Pix.

A autorização não muda, por enquanto, a experiência dos clientes. A empresa já operava como emissora de instrumento pós-pago e era dispensada de licença por causa da volumetria. O pedido foi apresentado em junho de 2025, antes das novas regras do Banco Central que passaram a exigir autorização independentemente desse critério.

Como ITP, a Pagaleve dependia de um parceiro. Com a licença, passou a poder executar a atividade por conta própria, mas pretende manter o modelo atual até que sua solução alcance desempenho equivalente ou superior ao oferecido pelo parceiro. “A diferença é que, agora, não precisamos mais de um parceiro para fazer isso”, afirmou o CEO Henrique Weaver.

Segundo Weaver, a autorização também amplia a capacidade da fintech de testar novas funcionalidades para varejistas e consumidores. A empresa afirma que já atendia às exigências relacionadas a capital mínimo, governança e controles internos antes de ser regulada.

Receita, equipe e lojas físicas

Em julho, menos de cinco anos depois do início das operações, a Pagaleve alcançou US$ 100 milhões em receita anualizada. O CEO afirmou que a empresa espera chegar a US$ 200 milhões em uma questão de meses, e não anos.

A fintech tem 200 funcionários e prevê crescimento da equipe, principalmente nas áreas de tecnologia, produto e dados. Embora concentre sua atuação no comércio eletrônico, a empresa também começou a testar o parcelamento via Pix em lojas físicas no ano passado.

A operação está presente em 200 lojas, majoritariamente em São Paulo e também em outras localidades do país. A tecnologia se conecta diretamente aos sistemas dos lojistas, sem integração com adquirentes. A Pagaleve pretende ampliar essa operação, que ainda está em fase de expansão.

A análise de crédito é feita a cada compra e considera o perfil do consumidor e o produto adquirido. Segundo a fintech, o modelo apresenta inadimplência controlada no comércio on-line e tem funcionamento semelhante no varejo físico.

Atualmente, a Pagaleve registra, em média, 400 mil novos consumidores por mês. O ticket médio é de R$ 300, enquanto o volume total de pagamentos anualizado, com base em julho, chegou a US$ 1 bilhão.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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