A pesquisa Quaest divulgada no Brasil recoloca o cenário eleitoral no centro das atenções dos investidores. Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados em um eventual segundo turno, com 41% das intenções de voto cada, resultado que pode dar impulso aos ativos brasileiros nesta terça-feira.
O levantamento também mostrou que 13% dos entrevistados votariam em branco ou nulo, enquanto 5% estão indecisos. Na rodada anterior, Lula tinha 42%, ante 41% de Flávio. A percepção de uma disputa mais equilibrada vem fortalecendo o chamado trade eleitoral e pode reduzir, no mercado local, o peso das preocupações externas.
No exterior, os preços do petróleo avançam após novos ataques entre Washington e Teerã. A escalada elevou os temores sobre interrupções no fornecimento de combustível no Oriente Médio. Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita.
Por volta das 8h, o Brent subia 1,66%, a US$ 98,61 por barril. No mesmo horário, os futuros dos índices de Nova York recuavam: o S&P 500 cedia 0,28%, e o Dow Jones perdia 0,78%. O DXY, indicador que acompanha a força do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, caía 0,18%, aos 99,001 pontos.
Agenda da semana
Os investidores também repercutem dados do mercado de trabalho americano mais fortes do que o esperado, que aumentam as chances de alta dos juros em setembro. Na agenda, estão a decisão de política monetária do Banco Central Europeu, na quinta-feira, além do IPCA de agosto e do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, ambos na sexta-feira.







