A alta do petróleo Brent acima de US$ 100 por barril elevou a aversão a risco nos mercados internacionais nesta quarta-feira. O movimento ocorre após a escalada das tensões militares entre Estados Unidos e Irã, enquanto o cenário eleitoral brasileiro passou a influenciar o desempenho dos ativos locais.
Por volta das 8h, o Brent com entrega para novembro avançava 2,54%, cotado a US$ 100,42 por barril. O WTI para outubro subia 2,05%, a US$ 94,96. Em Wall Street, os contratos futuros do S&P 500 recuavam 0,37%, e os do Nasdaq cediam 0,50%. O DXY, índice que acompanha o dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, caía 0,08%, aos 98,79 pontos.
Os ataques envolvendo aliados de Estados Unidos e Irã aumentaram a preocupação com a inflação global antes da divulgação dos dados americanos na sexta-feira. Houthis do Iêmen, apoiados pelo governo iraniano, atacaram cidades da Arábia Saudita. As forças americanas atingiram petroleiros iranianos, e Teerã atacou uma base dos Estados Unidos na Jordânia.
Cenário brasileiro
No Brasil, pesquisas apontam empate numérico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno. A percepção de uma eleição de outubro mais equilibrada do que se esperava há um mês pode continuar dando sustentação aos mercados locais.
O quadro político ocorre em meio a uma crise no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), afirmando ter sido monitorado pela corporação por mais de 30 dias.
A decisão utilizou os mesmos relatórios empregados na semana passada por Alexandre de Moraes para acusar Mendonça de abuso de autoridade e pedir uma investigação sobre o colega. O presidente do STF, Edson Fachin, concedeu 72 horas para Mendonça responder ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que questiona o afastamento de Rodrigues da PF.







