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PF aponta pagamentos do BRB ao Master após alertas sobre riscos nas operações
Câmbio e custos

PF aponta pagamentos do BRB ao Master após alertas sobre riscos nas operações

Laudo afirma que o BRB manteve desembolsos e aprovou novas compras mesmo após relatórios internos apontarem falhas e risco de fraude.

O Banco de Brasília (BRB) continuou pagando ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, mesmo depois que relatórios internos identificaram falhas nas carteiras de crédito adquiridas e recomendaram a investigação de indícios de fraude. A conclusão está em um laudo da Polícia Federal elaborado em agosto deste ano, no âmbito da apuração sobre as operações entre as instituições.

O documento relata que o BRB criou, em fevereiro de 2025, um grupo de trabalho ligado à diretoria de finanças e controladoria para avaliar as carteiras compradas do Master. A iniciativa ocorreu em meio ao aumento das cessões, à perspectiva de novos negócios e a dificuldades operacionais.

O primeiro relatório, concluído em abril de 2025, apontou problemas de conciliação, documentação, averbação, qualidade dos dados, cumprimento de contratos e risco de fraude. A PF também registrou a ausência de lastros, a falta de auditoria independente sobre a conformidade e a necessidade de recuperar valores não pagos pelo Master.

O relatório final, produzido em maio do ano passado, indicou que os problemas continuavam e mencionou controles considerados precários no Banco Master. Ainda assim, os pagamentos prosseguiram. Até a conclusão do primeiro documento, operações ligadas a decisões da Diretoria do Colegiado (DICOL) já tinham levado a R$ 11,07 bilhões em desembolsos ao Master. Entre os dois relatórios, foram pagos R$ 3,03 bilhões. Depois do relatório final, outros R$ 2,19 bilhões.

A perícia afirma que o relatório de abril já oferecia elementos para a adoção de medidas preventivas, como limitar novas compras, exigir lastro e averbação antes dos negócios, implantar uma conta de garantia, contratar auditoria independente e formalizar o encaminhamento de descumprimentos. Mesmo com esses alertas, novas aquisições foram aprovadas.

Em 22 operações, que somaram R$ 7,63 bilhões, os pagamentos ocorreram antes da assinatura dos pareceres técnicos das áreas responsáveis. Para os peritos, isso indicaria que controles previstos para atuar antes das decisões foram formalizados somente depois dos desembolsos.

O laudo afirma que as informações sobre riscos estavam disponíveis, mas não foram transformadas em diligências nem usadas para impor condições às operações. Também aponta que os negócios não seguiram todas as etapas de instrução, análise, formalização e aprovação, além de indicar concentração relevante de risco do BRB no Master.

O sigilo do laudo e de outros documentos foi retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, após decisão do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. A perícia ainda afirma haver elementos de gestão fraudulenta, relacionados ao uso repetido de procedimentos capazes de contornar ou regularizar depois os mecanismos de informação, autorização e controle.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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