Poços de Caldas, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A próxima viagem começa aqui
PF indicia ex-dono da Reag em investigação ligada a Beto Louco
Foto: Silvia Zamboni/Valor
Câmbio e custos

PF indicia ex-dono da Reag em investigação ligada a Beto Louco

João Carlos Mansur é suspeito de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa em inquérito sobre o setor de combustíveis.

A Polícia Federal indiciou João Carlos Mansur, ex-dono da Reag, por suspeita de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. O caso está em um inquérito sobre irregularidades tributárias no setor de combustíveis relacionadas a Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco.

A investigação integra a Operação Quasar, conduzida pela PF de São Paulo, e tem relação com os fatos apurados na Operação Carbono Oculto. Beto Louco não é investigado nesse inquérito. Outras 12 pessoas também foram indiciadas.

Suspeita investigada

No relatório que fundamentou o indiciamento, a PF afirma que Mansur teria ajudado a colocar no sistema financeiro nacional recursos originados de sonegação fiscal ligada ao grupo econômico de Beto Louco. A operação teria usado contas e fundos de investimento.

A Reag era uma gestora independente, sem vínculo com um único banco. Em setembro de 2025, Mansur deixou a presidência do Conselho de Administração da empresa após a deflagração da Carbono Oculto. A operação apurou a infiltração do PCC, o Primeiro Comando da Capital, em atividades da economia formal. A Reag estava entre os principais alvos e foi acusada de abrigar recursos provenientes do crime em fundos sob sua gestão.

As defesas foram procuradas. Aloisio Medeiros, advogado de Mansur, informou que não faria comentários. A defesa de Beto Louco também disse que não comentaria o assunto quando procurada por WhatsApp por volta das 18h.

Em janeiro deste ano, Mansur foi alvo de buscas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga escândalos relacionados ao Banco Master. Ele não foi preso e não está detido.

O empresário firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. No documento, afirma que fundos administrados pela Reag foram usados para ocultar pagamentos de propinas de Daniel Vorcaro, do Banco Master, a autoridades públicas. A delação ainda aguarda validação pelo Supremo Tribunal Federal. Mansur também relatou irregularidades relacionadas aos fatos investigados em São Paulo.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5