O Digimais registrou prejuízo de R$ 581,4 milhões no primeiro semestre e teve o pior resultado entre as instituições financeiras brasileiras no período. Os dados são do sistema IFData, do Banco Central.
Ao todo, 319 instituições financeiras, incluindo cooperativas, terminaram a primeira metade do ano no prejuízo. O levantamento reúne os dez maiores resultados negativos do setor.
As cinco maiores perdas
O UBS Brasil aparece em segundo lugar, com prejuízo de R$ 230,2 milhões. O banco ainda não divulgou o balanço oficial do período. No IFData, a instituição registra resultado de intermediação financeira de R$ 807,3 milhões, mas teve R$ 492,1 milhões em despesas com pessoal, R$ 384,7 milhões em gastos administrativos e R$ 682,2 milhões em outras despesas.
A Financeira Cobuccio ficou na terceira posição, com prejuízo de R$ 222,7 milhões. A instituição integra o conglomerado Adriano Cobuccio e atualmente opera com a marca Ágil. No fim do ano passado, o INSS suspendeu as operações de crédito consignado da empresa e de outros bancos por irregularidades na prestação do serviço.
Com prejuízo de R$ 210,9 milhões, a Reag IP aparece em quarto lugar. A instituição de pagamento fazia parte do conglomerado de João Carlos Mansur, que foi alvo das operações Carbono Oculto e Compliance Zero. Em agosto, o Banco Central cancelou a licença da empresa.
O BNY Mellon registrou prejuízo de R$ 210,6 milhões. O resultado considera o conglomerado prudencial, formado pelo banco e pela distribuidora de títulos e valores mobiliários. O principal impacto veio da distribuidora, que teve saldo negativo de R$ 226,5 milhões. As informações do balanço apontam R$ 231,9 milhões em despesas de contingência, incluindo R$ 227,2 milhões em provisões cíveis.
Outras instituições no ranking
Também aparecem entre os maiores prejuízos o Banco Volkswagen, com R$ 203,1 milhões; a Cooperativa Sicoob Credicopa, com R$ 175,2 milhões; o Banco CNH Industrial, com R$ 99,5 milhões; a Cooperativa Sicredi Araxingu, com R$ 94,6 milhões; e o Banco Afinz, com R$ 93,4 milhões.
O Digimais é acompanhado pelo Banco Central, que vem exigindo reforço de capital. Em abril, foi anunciado um acordo para a compra pelo BTG, condicionado a um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos. Em junho, o banco foi alvo da Operação Miragem, da Polícia Federal, que investiga possíveis fraudes.







