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Real ganha força e dólar cai a R$ 5,0857 em sessão marcada por eleições
Câmbio e custos

Real ganha força e dólar cai a R$ 5,0857 em sessão marcada por eleições

Moeda brasileira teve o segundo melhor desempenho entre 33 moedas líquidas, enquanto investidores avaliaram uma disputa presidencial mais acirrada.

O dólar caiu 0,86% nesta terça-feira e terminou o pregão cotado a R$ 5,0857. Durante a sessão, a moeda americana oscilou entre R$ 5,0715 e R$ 5,1277. O euro comercial recuou 0,78%, para R$ 5,9112.

O real teve o segundo melhor desempenho entre as 33 moedas mais líquidas, atrás apenas do peso chileno. O movimento ocorreu em um ambiente de menor risco percebido nos ativos domésticos, depois que novas pesquisas reforçaram a perspectiva de uma disputa presidencial mais acirrada neste ano.

A avaliação de operadores é que a possibilidade de alternância na política econômica reduziu o prêmio exigido pelos investidores em ativos brasileiros. O desempenho dos juros longos e da bolsa também contribuiu para o cenário positivo observado no mercado local.

O diretor de investimentos da SulAmerica Investimentos, Luis Garcia, afirmou que o comportamento dos preços teve uma explicação predominantemente doméstica. “O único fator doméstico foram as pesquisas de eleição”, disse.

Incerteza deve continuar no radar

Para Garcia, a volatilidade pode aumentar no dia seguinte ao resultado das votações. Até lá, porém, a expectativa é de que os preços permaneçam sem uma direção definida, enquanto os investidores acompanham a disputa e ajustam suas posições de acordo com o risco de perdas.

O banco ING afirmou esperar que o real preserve os ganhos recentes e continue com desempenho superior ao dos contratos a termo. A instituição informou que os rendimentos implícitos de três meses estão em torno de 12,3%.

O mercado também considera a possibilidade de o Banco Central reduzir a taxa básica de juros em mais 0,50 ponto percentual, para 13,50%. A decisão, contudo, dependeria em grande medida do resultado das eleições.

Apesar da valorização do real, operadores observaram piora no dólar casado, que representa a diferença entre as cotações do dólar futuro e do dólar à vista. O spread em relação à taxa efetiva do Fed funds ficou acima de 1,5%.

Não houve relatos de um fluxo expressivo de saída. Um gestor mencionou a venda de dólares por um grande banco estrangeiro e avaliou que a compra de moeda para investimentos no exterior pode ocorrer de forma menos concentrada. Setembro encerra trimestre, período em que fluxos sazonais podem pressionar o dólar casado.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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