O real pode estar entre as moedas de maior destaque global no próximo ano, segundo a avaliação de grandes gestoras internacionais. A perspectiva, porém, depende de mudanças na condução das contas públicas por parte de quem vencer a eleição.
A disputa presidencial ainda provoca cautela entre os investidores. Mesmo assim, as gestoras mantêm uma visão favorável para a moeda brasileira, especialmente depois de a corrida eleitoral ficar mais acirrada.
Para Thiago Carlos, gestor de mercados emergentes da Pimco, o Brasil não precisa apresentar uma situação fiscal perfeita para ter um bom desempenho. “Basta que evite seguir o mesmo caminho”, afirmou, ao comparar o país com economias desenvolvidas cujas contas públicas estão se deteriorando.
A avaliação indica que o comportamento do real estará ligado à direção da política fiscal depois da eleição. Caso haja mudança na forma como as contas públicas vêm sendo conduzidas, a moeda brasileira poderá ganhar espaço entre os destaques globais no próximo ano.







