Os rendimentos dos títulos soberanos avançaram nesta quinta-feira em meio à pressão da renda fixa global, com o papel britânico de 30 anos alcançando 6% pela primeira vez desde 1998. Depois da máxima, a taxa recuou, mas permaneceu em patamar elevado.
Por volta de 8h (de Brasília), o Gilt de dez anos era negociado a 5,415%, abaixo dos 5,427% registrados no fechamento anterior. O título de 30 anos operava a 5,953%, após chegar a 6,073% no ponto mais alto do dia.
A movimentação ocorre enquanto os investidores aumentam as apostas em novos aumentos dos juros pelo Banco da Inglaterra (BoE). Dados da LSEG indicam que o mercado passou a precificar integralmente quatro altas até julho de 2027. O ciclo poderia começar já em novembro.
Para o próximo mês, os mercados atribuem 96% de probabilidade a uma elevação de 0,25 ponto no juro britânico, que iria para 4%.
Inflação e Treasuries
A alta dos preços do petróleo e a resistência da atividade econômica nos Estados Unidos e na Europa ampliaram as preocupações com a inflação. Esse cenário contribui para a revisão das expectativas para a política monetária britânica.
O avanço dos rendimentos dos Treasuries americanos também ajuda a puxar para cima as taxas dos títulos soberanos em diferentes mercados. “Com os juros de mercado nos Estados Unidos ainda determinando a direção das taxas globais e o petróleo permanecendo em níveis elevados, o obstáculo para uma alta significativa dos gilts continua elevado”, afirmou Evelyne Gomez-Liechti, estrategista de multativos do Mizuho, em nota enviada a clientes.







