Poços de Caldas, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A próxima viagem começa aqui
Renúncia de Schnabel pode redefinir a sucessão no Banco Central Europeu
Câmbio e custos

Renúncia de Schnabel pode redefinir a sucessão no Banco Central Europeu

A possível ida de Isabel Schnabel ao FMI deve ser negociada junto com futuras mudanças na presidência e na economia-chefia do BCE.

A possível saída de Isabel Schnabel do Banco Central Europeu (BCE) deve ser negociada junto com outras mudanças no comando da instituição. A dirigente alemã vai anunciar sua renúncia nesta quinta-feira (24) para ingressar no Fundo Monetário Internacional (FMI), onde assumiria uma função ligada ao departamento de mercado.

Schnabel é responsável pelas operações de mercado do BCE e deveria permanecer no cargo até o fim de 2027. O FMI busca um novo diretor para essa área até o final deste ano. BCE e FMI não comentaram a possível mudança.

A sucessão ocorre em meio a outras vagas previstas na cúpula da autoridade monetária europeia. O economista-chefe Philip Lane deve deixar o posto em maio, enquanto a presidente Christine Lagarde deverá sair até outubro próximo, no máximo. Lagarde também é alvo de rumores persistentes de renúncia.

Disputa entre países

A substituição de Schnabel pode fazer parte de um acordo político mais amplo. Alemanha, Espanha, Holanda e França disputam posições de influência no conselho do BCE. Alemanha, França e Itália têm, de fato, um assento permanente no órgão, embora qualquer país possa concorrer ao cargo ocupado atualmente pela dirigente alemã.

Se a Alemanha escolher outro nome para a vaga de Schnabel, o país deixaria de disputar a presidência do BCE quando o posto de Lagarde ficar disponível. Por isso, um eventual acordo sobre a substituição da dirigente deve envolver também as outras duas posições em disputa.

A Espanha apoia o gerente geral do Banco de Compensações Internacionais (BIS), Pablo Hernández de Cos, para a presidência do BCE. A Holanda defende Klaas Knot, ex-presidente do banco central do país. Na Alemanha, o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, chegou a ser considerado para o comando da instituição, mas esse compromisso perdeu força recentemente, e o país pode escolher outra posição.

A França, que já indicou dois presidentes do BCE — Lagarde e Jean-Claude Trichet —, espera conquistar o cargo de economista-chefe, conforme informações divulgadas anteriormente.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5