RIO DE JANEIRO — César Oiticica morreu na quarta-feira, 30, no Rio de Janeiro, aos 87 anos. Artista, arquiteto e curador, ele dedicou parte importante da carreira à preservação e à divulgação da obra do irmão, Hélio Oiticica. A causa da morte não foi informada.
A notícia foi divulgada pelo filho, César Oiticica Filho, nas redes sociais. "Meu pai partiu essa noite. Que a luz eterna guie seu caminho", escreveu.
Nascido no Rio de Janeiro em 1939, César começou a estudar pintura em 1954, no Curso Livre de Pintura de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). Em 1957, substituiu temporariamente Serpa como professor.
Sua produção esteve ligada ao Grupo Frente e ao Movimento Concreto. As pinturas eram abstratas e trabalhavam com formas geométricas planas, organizadas na tela para produzir sensação de movimento.
Arte, arquitetura e preservação
César também atuou na arquitetura. Em 2012, retomou a produção artística e teve trabalhos apresentados na exposição Ivan Serpa: Pioneering Abstraction in Brazil, da galeria Dickinson Roundell Inc., em Nova York.
Por quase quatro décadas, ele esteve envolvido na preservação e na divulgação do trabalho de Hélio Oiticica, considerado um dos principais nomes da arte brasileira. César dirigia o Projeto Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, e participou da curadoria de exposições dedicadas à produção artística da família.
Entre os projetos curatoriais estão José Oiticica Filho: Fotografia e Invenção, apresentado em 2007 no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, e Hélio Oiticica: Penetráveis, realizado em 2008 no mesmo local.
O Projeto Hélio Oiticica, a Parada 7 e o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica divulgaram uma homenagem após a morte. As instituições ressaltaram o trabalho de César como artista, arquiteto e responsável pela preservação da memória e da continuidade do legado da família.
A despedida será nesta quinta-feira, 1º, às 14h, no Crematório Memorial do Carmo, na Capela 6, no Rio de Janeiro.








