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Velório de Zuenir Ventura será aberto ao público no Rio de Janeiro
Cultura

Velório de Zuenir Ventura será aberto ao público no Rio de Janeiro

Jornalista morreu aos 95 anos; cerimônia será na Academia Brasileira de Letras e enterro ocorrerá em Botafogo.

O velório de Zuenir Ventura será realizado na próxima quarta-feira (23), na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Centro do Rio de Janeiro, com acesso aberto ao público. O jornalista morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, em decorrência de uma pneumonia. O enterro está marcado para o Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul da cidade.

Zuenir Carlos Ventura nasceu em 1º de junho de 1931, em Além Paraíba, município mineiro. Filho de José Ventura, pintor de parede, e Herina de Araújo, dona de casa, mudou-se com a família para Nova Friburgo aos 11 anos. Durante a juventude, ajudou o pai e também trabalhou como office-boy.

A carreira começou a se formar entre a sala de aula e as redações. Aos 20 anos, Zuenir foi para o Rio e cursou Letras Neolatinas na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na faculdade, teve aulas com Manuel Bandeira, Alceu Amoroso Lima e Cleonice Berardinelli.

O professor Celso Cunha o convidou para dar aulas de português, enquanto Hélcio Martins o indicou para uma vaga de arquivista. A experiência no arquivo abriu caminho para o jornalismo. Em 1960, Zuenir escreveu sobre Albert Camus e passou a atuar como repórter, conciliando a profissão com o ensino.

Durante décadas, lecionou na Escola de Comunicação da UFRJ e na Escola Superior de Desenho Industrial, onde ganhou o apelido de Mestre Zu. Também ocupou cargos de comando em redações e participou, em 1967, da criação do jornal alternativo O Sol.

Livros e reconhecimento

Entre os trabalhos que marcaram sua trajetória estão “1968 — O ano que não terminou”, lançado em 1988, “Cidade partida”, publicado em 1994, e “1968: O que fizemos de nós”, de 2008. As obras abordaram a política, a violência, as transformações sociais e os costumes do país.

Em 1989, Zuenir produziu uma série de reportagens sobre o assassinato de Chico Mendes. O material recebeu o Prêmio Esso e o Vladmir Herzog de jornalismo e foi transformado no livro “Chico Mendes – Crime e castigo”, publicado em 2003.

O jornalista também recebeu um prêmio especial da ONU em 2008 e foi eleito “O jornalista do ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros em 2010. Em 2014, entrou para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira deixada por Ariano Suassuna.

Em 2022, aos 91 anos, recebeu o prêmio Faz Diferença, na categoria livros. Zuenir deixa a mulher, Mary Ventura, e os filhos Mauro e Elisa.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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