O Airbnb vai destinar US$ 250 milhões (R$ 1,2 bilhão) ao financiamento de projetos habitacionais. O dinheiro será oferecido inicialmente a incorporadoras e desenvolvedores imobiliários dos Estados Unidos por meio do Airbnb Housing Accelerator.
A iniciativa prevê financiamento complementar para empreendimentos que ainda tenham déficit de capital para sair do papel. O primeiro projeto selecionado fica em Austin, no Texas, e terá aproximadamente 200 acomodações voltadas à moradia popular.
Expansão e pressão regulatória
Embora os investimentos comecem nos Estados Unidos, o Airbnb avalia levar o programa para outros mercados. A empresa está presente em mais de 220 países e regiões, conforme os resultados trimestrais mais recentes apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês).
A criação do fundo ocorre enquanto a plataforma enfrenta restrições regulatórias relacionadas ao aluguel de curta duração e à oferta de moradias. No acumulado de 2025, o Airbnb registrou lucro líquido de US$ 2,5 bilhões e receita de US$ 12,2 bilhões.
No Brasil, a empresa também passa por mudanças na esfera jurídica, com possíveis impactos sobre seu funcionamento e sua escala. Na Espanha, 66 mil anúncios foram retirados da plataforma no primeiro semestre de 2025. As medidas foram justificadas por alegadas irregularidades de licenciamento e cadastro. Em Barcelona, autoridades estudam encerrar os aluguéis de curta duração.
Regras mais rígidas em Nova York
Em Nova York, a Local Law 18 entrou em vigor em setembro de 2023. A norma exige que os anfitriões façam registro junto à cidade e impede o Airbnb de processar reservas de imóveis sem registro.
A legislação também tornou mais rígidas as regras para alugar apartamentos inteiros por períodos inferiores a 30 dias. Com o Airbnb Housing Accelerator, a companhia passa a participar ainda do financiamento de empreendimentos habitacionais, começando pelos Estados Unidos e mantendo em avaliação uma possível expansão internacional.








